Indústria da Construção já prevê crescer em 2018

Indústria da Construção já prevê crescer em 2018

Coluna do Estadão

22 Julho 2017 | 05h30

SINAIS PARTICULARES – JOSÉ CARLOS MARTINS
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

Setor que amargou dois anos de crise e encolhimento, a indústria da construção já prevê recuperação real para o próximo ano. Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a virada do setor deverá ser impulsionada pela queda sensível dos juros. “A caderneta de poupança, que vinha sangrando por ter ficado pouco atrativa, voltará a atrair investidores com os juros baixos. E esses recursos serão destinados para o financiamento imobiliário, o que vai impulsionar o setor”, diz Martins.

Ruim pra quem? Mesmo esperneando publicamente contra o aumento de impostos, nos bastidores, muitos parlamentares aliados de Michel Temer aprovaram o movimento do governo.

Liberou. A razão é simples: aumentando a arrecadação com impostos, diminuem as chances de o governo cortar as emendas dos parlamentares.

Vigiai e orai. Com o Congresso em recesso, o governo sabe que as críticas aos impostos terão menos palanques. Mas monitora se a medida pode influenciar aliados na votação da denúncia contra Temer.

Nem pense. O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB) esbravejou contra a possibilidade de o ministro Antonio Imbassahy (Governo) deixar o PSDB para se filiar ao PMDB e concorrer ao Senado pela Bahia.

Aqui não. “Quando o País tem déficit de mercadoria, você importa. O PMDB não tem déficit, tem quadros e não vai servir de barriga de aluguel para resolver problemas de outros partidos”, enfatizou o irmão de Geddel.

Não quero. O ministro Antonio Imbassahy negou que esteja pensando em deixar o PSDB para se filiar a qualquer outra legenda para concorrer nas eleições estaduais.

Quem? Eu? O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, avalia que “uma deliberação rápida sobre a denúncia contra Temer é fundamental para o País”. Mas jura que não será o responsável se seus aliados no PSB aparecerem para dar quórum na votação.

Em movimento. O governador Geraldo Alckmin deve organizar agenda de viagens pelo País e colocar o bloco na rua para 2018.

Reação. Ainda que de forma light, Alckmin decidiu rebater as críticas que Lula fizera a ele no dia anterior. Chamou o petista de “riquinho” por causa dos R$ 9 milhões bloqueados na sua conta no Brasilprev.

Captei vossa mensagem. Alckmin não vai repetir o estilo abertamente anti-Lula adotado pelo prefeito João Doria. Mas sabe que reagir ao petista pode ajudar a atrair eleitores.

CLICK. Parlamentares de oposição se juntam ao governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), na campanha por eleições diretas já para a Presidência.

Foto: Instagram Fátima Bezerra

UTI. Acabou a paciência dos médicos com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, diz que o ministro “tem diretrizes que não são as corretas para a gestão da Saúde”.

Fala o que quer… Ricardo Barros tem dado declarações polêmicas sobre a categoria. A reação já veio. “Ele é um engenheiro. Não podemos fazer economia em detrimento da prática médica em ações de saúde”, reclama Carlos Vital.

PRONTO, FALEI!

“É sempre assim: o governo gasta mais do que deve, perde o rumo da economia, e escolhe o caminho mais fácil para ele: aumentar impostos”, SENADOR RICARDO FERRAÇO (PSDB-ES)

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