Impacto eleitoral do fim do congelamento do ICMS põe governadores em alerta

Camila Turtelli e Matheus Lara

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Ainda que o discurso seja de que foi possível provar à população e desmentir Bolsonaro que o “vilão” do aumento dos combustíveis não era o ICMS, nos bastidores do Fórum dos Governadores o clima é de preocupação. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Após anunciar o fim do congelamento nacional do ICMS sobre combustíveis, governadores já começam a projetar o cálculo do impacto da decisão nas disputas eleitorais, sobretudo os que miram a reeleição em outubro. Ainda que o discurso, praticamente unânime, seja de que foi possível provar à população e desmentir Bolsonaro que o “vilão” do aumento dos combustíveis não era o ICMS, nos bastidores o clima é de preocupação. Boa parte dos governadores prevê mais ataques por parte do presidente e de aliados. Os tuítes, no domingo, de Bolsonaro e do presidente da Câmara Arthur Lira, que chamou o fim do congelamento de “demagogia eleitoreira”, só reforçaram o sinal de alerta.

É OSSO. “É difícil (minimizar o efeito do ano eleitoral no debate sobre o preço dos combustíveis)”, disse à Coluna o governador do Piauí Wellington Dias (PT), que coordena o Fórum dos Governadores e defende um fundo de equalização dos combustíveis.

E AÍ? Sem diálogo com o governo federal, a saída, ao menos no momento, será “grudar” no Senado e na reforma tributária. Governadores defendem reduzir impostos no consumo e implantar tributação sobre transferência de lucros e dividendos.

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FIQUE EM CASA. Considerada “bem-vinda” por Bolsonaro, a Ômicron tem afetado o funcionamento na Esplanada. No Ministério da Ciência, as atividades presenciais foram suspensas em três órgãos. Boa parte da equipe da pasta de Mulher, Família e Direitos Humanos também está em casa.

FOI MAL. O Ministério Público de São Paulo perdeu a chance de apelar da decisão da Justiça que absolveu três réus numa acusação de superfaturamento na compra de produtos hospitalares para o Hospital das Clínicas da USP. A promotoria teve sua denúncia recusada e foi condenada por má-fé.

SEM BORRACHA. Na apelação enviada à Justiça, o promotor André Pascoal argumentou contra a decisão sobre má-fé, mas se esqueceu de reclamar sobre a absolvição. O chamado princípio da “preclusão consumativa” impede uma correção posterior na apelação.

CLICK. Shéridan Oliveira, deputada federal (PSDB-RR)

Parlamentar (esq.) parabenizou a mãe, Eri, pelo aniversário com mensagem inspirada: “Aprendi com ela que lugar de mulher é onde ela quiser.

FALA. Michel Temer começa a arregaçar as mangas no debate nacional sobre reformas e conjuntura política. Ele participa nesta semana de um debate no Instituto Unidos Brasil (IUB). O ex-presidente deve falar para cerca de 350 empresários associados de diferentes setores.

ÍDOLO. Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) liderou a ode de bolsonaristas ao tenista sérvio Novak Djokovic, deportado da Austrália por tentar entrar no país sem vacina contra a covid-19. Para o filho de Jair Bolsonaro, o atleta tornou-se “um líder mundial”…

FÉRIAS. Eduardo fez uma pausa nas férias para elogiar o tenista. Ele e a mulher, Heloisa Bolsonaro, e a filha, Georgia, estão viajando de motor home pelos Estados Unidos.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal

PRONTO, FALEI! Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente

A ex-ministra Marina Silva. Foto: Helvio Romero/Estadão

“O governo tentou evitar que as crianças se vacinassem, mas não conseguirá retirar esse direito da população, que tem cultura e sistema vacinal muito sólidos”.

ALBERTO BOMBIG ESTA DE FÉRIAS E RETORNA NO DIA 16 DE FEVEREIRO

Ainda que o discurso seja de que foi possível provar à população e desmentir Bolsonaro que o “vilão” do aumento dos combustíveis não era o ICMS, nos bastidores do Fórum dos Governadores o clima é de preocupação. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Após anunciar o fim do congelamento nacional do ICMS sobre combustíveis, governadores já começam a projetar o cálculo do impacto da decisão nas disputas eleitorais, sobretudo os que miram a reeleição em outubro. Ainda que o discurso, praticamente unânime, seja de que foi possível provar à população e desmentir Bolsonaro que o “vilão” do aumento dos combustíveis não era o ICMS, nos bastidores o clima é de preocupação. Boa parte dos governadores prevê mais ataques por parte do presidente e de aliados. Os tuítes, no domingo, de Bolsonaro e do presidente da Câmara Arthur Lira, que chamou o fim do congelamento de “demagogia eleitoreira”, só reforçaram o sinal de alerta.

É OSSO. “É difícil (minimizar o efeito do ano eleitoral no debate sobre o preço dos combustíveis)”, disse à Coluna o governador do Piauí Wellington Dias (PT), que coordena o Fórum dos Governadores e defende um fundo de equalização dos combustíveis.

E AÍ? Sem diálogo com o governo federal, a saída, ao menos no momento, será “grudar” no Senado e na reforma tributária. Governadores defendem reduzir impostos no consumo e implantar tributação sobre transferência de lucros e dividendos.

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FIQUE EM CASA. Considerada “bem-vinda” por Bolsonaro, a Ômicron tem afetado o funcionamento na Esplanada. No Ministério da Ciência, as atividades presenciais foram suspensas em três órgãos. Boa parte da equipe da pasta de Mulher, Família e Direitos Humanos também está em casa.

FOI MAL. O Ministério Público de São Paulo perdeu a chance de apelar da decisão da Justiça que absolveu três réus numa acusação de superfaturamento na compra de produtos hospitalares para o Hospital das Clínicas da USP. A promotoria teve sua denúncia recusada e foi condenada por má-fé.

SEM BORRACHA. Na apelação enviada à Justiça, o promotor André Pascoal argumentou contra a decisão sobre má-fé, mas se esqueceu de reclamar sobre a absolvição. O chamado princípio da “preclusão consumativa” impede uma correção posterior na apelação.

CLICK. Shéridan Oliveira, deputada federal (PSDB-RR)

Parlamentar (esq.) parabenizou a mãe, Eri, pelo aniversário com mensagem inspirada: “Aprendi com ela que lugar de mulher é onde ela quiser.

FALA. Michel Temer começa a arregaçar as mangas no debate nacional sobre reformas e conjuntura política. Ele participa nesta semana de um debate no Instituto Unidos Brasil (IUB). O ex-presidente deve falar para cerca de 350 empresários associados de diferentes setores.

ÍDOLO. Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) liderou a ode de bolsonaristas ao tenista sérvio Novak Djokovic, deportado da Austrália por tentar entrar no país sem vacina contra a covid-19. Para o filho de Jair Bolsonaro, o atleta tornou-se “um líder mundial”…

FÉRIAS. Eduardo fez uma pausa nas férias para elogiar o tenista. Ele e a mulher, Heloisa Bolsonaro, e a filha, Georgia, estão viajando de motor home pelos Estados Unidos.

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PRONTO, FALEI! Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente

A ex-ministra Marina Silva. Foto: Helvio Romero/Estadão

“O governo tentou evitar que as crianças se vacinassem, mas não conseguirá retirar esse direito da população, que tem cultura e sistema vacinal muito sólidos”.

ALBERTO BOMBIG ESTA DE FÉRIAS E RETORNA NO DIA 16 DE FEVEREIRO

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