Ida de Milton Ribeiro ao Senado reacende ‘clima de CPI’ entre parlamentares

Ida de Milton Ribeiro ao Senado reacende ‘clima de CPI’ entre parlamentares

Camila Turtelli e Matheus Lara

26 de março de 2022 | 05h00

O ministro da Educação, Milton Ribeiro. Foto: Divulgação/MEC

A sabatina do ministro da Educação, Milton Ribeiro, no Senado promete repetir o clima da CPI da Covid, que tomou as atenções do País no ano passado. No centro do mais novo escândalo do governo Jair Bolsonaro, ele é esperado na próxima quinta-feira, 31, na Comissão de Educação dos senadores. Personagens como Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Simone Tebet (MDB-MS) e Omar Aziz (PSD-AM) se preparam para entrar em campo novamente. Além de ouvir a versão do ministro sobre o gabinete paralelo dos pastores, os parlamentares querem detalhes e provas da suposta investigação feita pela Controladoria-Geral da União (CGU). Randolfe quer o “rastro digital” desse processo.

AÇÃO. Randolfe protocolou pedidos de informação no Supremo e também na Comissão de Educação para tentar ampliar o escopo probatório. O senador quer saber se Milton Ribeiro apenas recebia os pastores ou se também atuava para liberar recursos prometidos.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador

SEM MOLEZA. “A comissão cometeu um erro em transformar a convocação em convite, mas mesmo assim o ministro não vai ter boa vida lá”, afirmou o senador Omar Aziz. Ele pretende participar de forma virtual na audiência.

ELEMENTAR. Para Simone Tebet, “se até quinta-feira o ministro não cair”, a participação na comissão deve repetir o “misto de estarrecimento com choque” visto na CPI da Covid. “O batom está no colarinho através de áudios, imagens e denúncias feitas por vários prefeitos”, disse a senadora à Coluna.

CLICK. Antonio Anastasia, ministro do TCU

Em encontro com ex-colegas do Senado, ministro cometeu gafe: presenteou Rodrigo Pacheco e Jorge Kajuru, ambos diabéticos, com goiabada.

COFRE. O principal motivo para a resistência do ministro Marcos Pontes de entregar seu cargo no Ministério da Ciência para algum nome do Centrão é o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico com um orçamento de R$ 4,5 bilhões, dizem fontes.

NA PISTA. Pontes deixa o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações para concorrer a uma vaga na Câmara Federal este ano e deve se filiar ao partido de Jair Bolsonaro, o PL.

QUEM FICA. Com a resistência de Marcos Pontes a outros nomes, um dos cotados para assumir a pasta em seu lugar é o do secretário de Empreendedorismo e Inovação, Paulo Alvim.

VAI FECHAR. Um deputado de São Paulo, puxador de votos, contabilizou na semana passada sete convites de diferentes partidos para se filiar.

OUTRO LADO. O PDT de Ciro Gomes vai filiar hoje um grupo de 20 lideranças comunitárias da Zona Leste de São Paulo, todos ex-petistas. O partido vem tentando atrair lideranças da esquerda antes mais próximas de Lula e do PT.

TÁ CHEGANDO. O partido também filia hoje Vitor Gabriel, filho do vereador paulistano Eliseu Gabriel (PSB). Ele será candidato a vaga na Assembleia de São Paulo. Na segunda, chega ao PDT o deputado federal David Miranda, hoje no PSOL.

PRONTO, FALEI! Renan Calheiros, senador (MDB-AL)

“(O orçamento secreto) é uma patifaria que desequilibra a representação, corrompe o parlamento e será um escandaloso abuso econômico na eleição de 2022.”

COLABOROU DANIEL WETERMAN

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.