Ibope estimula voto útil ‘Boulos-Benedita’

Ibope estimula voto útil ‘Boulos-Benedita’

Coluna do Estadão

10 de novembro de 2020 | 05h00

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A mais recente pesquisa Ibope motivará movimento de petistas e simpatizantes do PT pelo voto útil em Guilherme Boulos. Nos cálculos de aliados do candidato do PSOL e de quem sabe ler os levantamentos, Jilmar Tatto pode perder importantes pontos porcentuais entre eleitores que buscam ter opção de esquerda no segundo turno. Um manifesto pedindo voto útil em Boulos, em São Paulo, e em Benedita da Silva (PT), no Rio, já estava sendo articulado logo após a divulgação da pesquisa. Se funcionar, pode reposicionar a esquerda para 2020 e 2022.

Mudou. Márcio França (PSB) tem se posicionado mais ao centro, enquanto Boulos mostra consistência eleitoral ao não baixar do patamar de 13%. Já no Rio, Benedita registrou 9% das intenções de voto na pesquisa Ibope e está mais próxima do segundo turno do que a candidata do PSOL, Renata Souza, que está com 3% de intenções de voto.

Vixe. O risco para Jilmar Tatto (PT) é ficar atrás de Arthur do Val (Patriota), candidato do MBL. Seria um troféu para o movimento.

Eu, não. O jornalista Rodolpho Gamberini está indignado com o uso de sua imagem, de quando era apresentador do Jornal da Gazeta, pela campanha de Tatto. “Não autorizei e não vou votar no PT.”

Risco. O cenário em Porto Alegre embolou com a decisão do TRE-RS de impugnar a candidatura de André Cechinni, vice de José Fortunati (PTB): gerou insegurança jurídica.

Risco 2. Aliados de Sebastião Melo (MDB) já conversam com a campanha de Fortunati sobre uma eventual renúncia dele em apoio ao candidato emedebista.

Ação. O PV protocolou no STF notícia-crime contra Ricardo Salles sob acusação de crimes ambientais, de responsabilidade e contra a administração pública.

Ação 2. Segundo o presidente do PV, José Luiz Penna, Salles cometeu crimes ao autorizar o uso de retardantes de chamas na Chapada dos Veadeiros e relaxar normas de proteção de restingas e manguezais.

Com a palavra. “Mais uma ação política disfarçada de jurídica”, afirmou Ricardo Salles à Coluna.

Não dá. De Perpétua Almeida (PCdoB) sobre Jair Bolsonaro: “Além de politicamente indelicado, é diplomaticamente inaceitável”.

SINAIS PARTICULARES.
Jair Bolsonaro, presidente da República

Ilustração: Kleber Sales

Investigação. O Ministério Público do Distrito Federal abriu investigação para analisar decisão da Secretaria de Fazenda do governo distrital de liberar provisoriamente empresas do governador Ibaneis Rocha e de sua ex-mulher Luzineide Getro de pagarem mais de R$ 1 milhão em ITBI.

Investigação 2. O imposto é cobrado em transações imobiliárias entre pessoas vivas. A empresa Ibaneis Administradora de Bens Patrimoniais Ltda deixou de pagar o tributo sobre um imóvel de R$ 5 milhões adquirido pela empresa Luzineide Administradora de Bens Patrimoniais Ltda.

Investigação 3. A empresa dela nada desembolsou pela aquisição de 138 imóveis de Ibaneis Rocha.

Com a palavra. O governo do DF não comentou.

CLICK. Hamilton Carvalho (Rede) faz campanha praticamente online por ser do grupo de risco da covid-19. Nas raríssimas saídas, ele diz que sempre usa a máscara.

Coluna do Estadão

Modelo. Candidato a vereador de São Paulo, Hamilton Carvalho divulgou em suas redes sociais conversa que teve com a deputada sueca Hanna Gunnarsson: “Pega muito mal na sociedade sueca um parlamentar dar mau exemplo, como cometer uma infração de trânsito ou ter hábitos de luxo”.

BOMBOU NAS REDES! 

Ilona Szabó é fundadora do Instituto Igarapé, núcleo de estudos sobre segurança pública Foto: Greg Beadle/World Economic Forum

Ilona Szabó, diretora do Instituto Igarapé: “Segunda vez que lançam a ideia. A primeira foi assim que o governo começou. É inconstitucional. Fica cada vez mais claro: querem fechar o espaço cívico, estão agindo para isso e precisamos reagir, juntos”, sobre intenção do governo Bolsonaro de controlar a atuação de ONGs na Amazônia.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.