Huck se aproxima da centro-esquerda no Nordeste

Huck se aproxima da centro-esquerda no Nordeste

Coluna do Estadão

04 de janeiro de 2020 | 05h00

Foto: Felipe Rau / Estadão

O encontro recente de Luciano Huck com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não pode ser entendido como fortuito ou isolado, dizem interlocutores do apresentador. Huck busca intensificar diálogo com a esquerda para evidenciar preocupação com a desigualdade social e a educação. O virtual presidenciável se aproximou dos governadores Camilo Santana (PT-CE) e Paulo Câmara (PSB-PE), considerados “moderados”. No último semestre, Huck teve entre suas prioridades encontros com lideranças de esquerda do Nordeste.

Mais que amigos… Os três se conheceram num evento da Fundação Lemann sobre Educação, em Cingapura, no ano passado.

…best friends. Auxiliares dos governadores dizem que Huck os surpreendeu positivamente. “É liberal, mas não é um Paulo Guedes”, disse um interlocutor.

Quanto mais… A ideia do grupo político do apresentador é criar uma frente de centro que possa chegar ao segundo turno. Lá, fazer uma aliança no estilo “geringonça” portuguesa.

… melhor. Até o PSOL entrou na ciranda: Huck mantém conversas com Marcelo Freixo, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro.

Muy amigos. O cenário na capital está incerto, mas no interior de SP o PSL estuda dobradinhas com o PSDB na eleição municipal. São José dos Campos, Taubaté e Campinas estão entre as possibilidades.

E, aí? O grupo que promete seguir Tabata Amaral (PDT-SP) para o partido que ela for está preocupado. Precisa de uma decisão da deputada até abril, quando os candidatos a vereador devem estar filiados a uma nova legenda para poder disputar a eleição.

CLICK. Em Miami, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, almoçou com João Doria na casa do governador. Falaram sobre reforma tributária, entre outras coisas.

Coluna do Estadão

Mude… Ao contrário do tom da nota do Itamaraty divulgada na noite de ontem, que sinaliza um apoio às ações do governo de Donald Trump, alas mais pragmáticas da diplomacia e do Exército defendem manter distância do conflito do Irã com os Estados Unidos.

… taokey? Lembram que o Brasil já não se deixou levar pelos ímpetos bélicos do aliado no caso da Venezuela e que o alinhamento não deveria ser “automático”.

Xi… Para um graduado militar da reserva, com a nota, “o Itamaraty resolveu tomar posição”. O que, apesar de coerente com o pensamento do governo, foi visto com ressalvas.

Jogou errado. Chanceler no governo Temer, Aloysio Nunes não poupa críticas à atuação dos EUA: “O que (Donald) Trump fez é uma ‘porralouquice’. Foi uma agressão não só ao Irã, mas ao Iraque também”.

SINAIS PARTICULARES.
Ciro Gomes, candidato à Presidência pelo PDT em 2018

Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Personagens… Sempre disposto a um combate, Ciro Gomes (PDT) voltou conforme seu estilo ao jogo político: explodiu as negociações em torno da formação de uma frente de esquerda contra Jair Bolsonaro.

… de 2019. No ano passado, o presidenciável passou a criticar o ex-presidente Lula e dizer que se recusava a ser capitaneado pelo PT. Também radicalizou o contra o clã Bolsonaro.

Oi, sumido. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, volta de uma temporada de férias na América do Norte na segunda-feira. Até ontem, tinha só duas reuniões na agenda: Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Jair Bolsonaro.

PRONTO, FALEI!

Senador Nelsinho Trad. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Nelsinho Trad, senador (PSD-MS) e presidente da Comissão de Relações Exteriores: “O Brasil não deve se envolver diretamente nessa questão dos Estados Unidos e Irã porque a gente não tem tamanho para isso. Pode acabar sobrando pra gente”.

COM REPORTAGEM DE MARIANNA HOLANDA (INTERINA) E MARIANA HAUBERT.

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