Holiday aciona justiça eleitoral contra Lula e Daniela Mercury por propaganda antecipada

Holiday aciona justiça eleitoral contra Lula e Daniela Mercury por propaganda antecipada

Matheus Lara

05 de maio de 2022 | 12h10

O vereador paulistano Fernando Holiday (Novo) denunciou na justiça eleitoral de São Paulo o ex-presidente Lula (PT) e a cantora Daniela Mercury por suposta propaganda eleitoral irregular. Para o parlamentar, a irregularidade aconteceu durante o evento de centrais sindicais na praça Charles Miller no 1º de Maio, em que ela se apresentou e o pré-candidato a presidente discursou.

O ex-presidente Lula no ato de 1º de Maio em São Paulo. Foto: Taba Benedicto/Estadão.

“O município promoveu e custeou o evento com a cantora, mas ele contou com grande manifestação política em favorecimento de um pré-candidato”, argumentam Holiday e o advogado Lucas Pavanato na ação protocolada nesta quinta, 5, no Ministério Público Eleitoral de São Paulo. “Apesar da justificativa apresentada na contratação da artista, o show nada teve a ver com o dia do trabalho, uma vez que a artista passou grande parte do evento declarando seu apoio ao pré-candidato”.

Eles sugerem multa no valor de R$ 100 mil, equivalente ao cachê da artista. Os shows foram viabilizados a partir de uma emenda parlamentar do vereador Sidney Cruz (Solidariedade), no valor total de R$ 360 mil – dos quais foram gastos R$ 187 mil. Em outra ação, Holiday também havia pedido a suspensão do pagamento do cachê de Daniela.

“O ex-presidente Lula foi convidado para um ato de comemoração ao Dia do Trabalhador, sem caráter de propaganda eleitoral”, dizem em nota à Coluna os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Eugênio Aragão.

A produtora que administra a carreira de Daniela Mercury tem argumentado que a contratação da cantora foi feita pela MGioria Comunicações e que ela não recebeu recurso da Prefeitura.

Como mostrou o Estadão, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de São Paulo vai abrir uma apuração sobre o pagamento, com recursos públicos, do show de Daniela. A Controladoria Geral do Município (CGM) de São Paulo abriu, de ofício, uma sindicância para investigar a contratação dos shows.

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