He-Man, como é conhecido assessor de Pimentel, presta depoimento na 6a fase da Acrônimo

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Coluna do Estadão

16 de agosto de 2016 | 09h50

Eduardo Serrano, atual secretário-geral da governadoria do governo de Minas Gerais presta depoimento na superintendência da Polícia Federal no Estado. Ele foi alvo de condução coercitiva pela 6a fase da Operação Acrônimo, deflagrada nesta terça-feira. No depoimento, preferiu ficar em silêncio e foi liberado na sequência.

Conhecido como He-Man, em alusão ao personagem do desenho infantil, ele já havia sido citado na delação do empresário Benedito Oliveira, o Bené, como um dos intermediários de propina supostamente paga pela Odebrecht ao governador Fernando Pimentel (PT). Bené atuaria como operador financeiro de Pimentel.

Como revelou a Coluna do Estadão, a operação deflagrada hoje tem como foco pagamentos da empreiteira JHFS para Pimentel por meio do instituto de pesquisa Vox Populi. O pedido de propina foi feito por Bené em troca de liberação de verba do BNDES para a construção do aeroporto de aeroporto de Catarina, em São Roque, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS).

O advogado de He-Man, o criminalista Marcelo Leonardo, disse que a condução coercitiva foi desnecessária, pois seu cliente compareceria voluntariamente à PF se intimado a depor. O advogado afirmou que vai pedir acesso aos autos para conhecer as acusações contra seu cliente. Depois disso, explicou, seu cliente poderá prestar depoimento.   (Fábio Fabrini e Andreza Matais)

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