Guedes vira antítese de Moro e de Mandetta

Guedes vira antítese de Moro e de Mandetta

Coluna do Estadão

20 de setembro de 2020 | 05h00

Jair Bolsonaro, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes. FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

Militares e auxiliares de Jair Bolsonaro se dizem bem impressionados com Paulo Guedes. Acham que o ministro, mesmo com o cheiro do óleo quente da fritura, é um contraponto a Sérgio Moro e a Henrique Mandetta: entende o sentido de missão. A explicação para Guedes aguentar trancos sem “mimimi” não tem relação só com disciplina e resiliência: apesar de estar com a vida ganha e poder pegar o boné quando quiser, o Posto Ipiranga, por ora, não tem projeto eleitoral, como Moro e Mandetta. É visto como “idealista”, fiel à causa.

Ou seja. De fato, Guedes parece não ver Bolsonaro como possível adversário político no curto prazo. Porém, quem conhece o ministro da Economia faz um alerta: a temperatura do óleo precisa baixar logo.

De olho. Damares Alves tem conversado com o Republicanos. Ela se desfiliou recentemente do PP e ainda não decidiu se disputará as eleições em 2022.

CLICK. Marina Bragante (no alto, em sentido horário), pré-candidata a vereadora de SP pela Rede, participou de live com Patricia Penna, Tati Rodrigues e Marta Suplicy.

Divulgação

Sinal ruim. Para o ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira, a postura do governo em relação à visita do secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo, foi de “vassalagem” a Donald Trump.

Motivos? “O que nos acrescenta a montagem de um palanque eleitoral para um discurso provocativo de interesse só de Donald Trump”, disse à Coluna.

Ideia repetida. Ferreira lembrou que, quando esteve à frente do Itamaraty, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, também quis visitar refugiados venezuelanos em Roraima. “Não permiti. Ofereci como alternativa a visita a instituições filantrópicas de acolhida em Manaus (AM)”, disse.

Faixa única. Filipe Sabará, que elogiou Paulo Maluf e depois pediu desculpas, não gostou de a Coluna ter dito que ele trafega na pista da centro-direita na eleição para prefeito de São Paulo. O candidato do Novo diz seguir só pela direita.

Raiz. Ex-aliada de Bolsonaro, a candidata à Prefeitura da capital Joice Hasselmann (PSL) quer convencer o eleitor de que mantém ideais da campanha do capitão em 2018. Para marcar diferenças, se identifica como “direita racional”.

SINAIS PARTICULARES.
Joice Hasselmann, deputada federal e candidata a prefeita de São Paulo pelo PSL

Risco… Aguarda sanção do governador João Doria projeto aprovado pela Assembleia paulista aumentando o poder da Casa nas nomeações para as agências reguladoras do Estado, como Artesp e Arsesp.

…calculado? Os deputados argumentam que a medida dá força para o Legislativo. No entanto, quem conhece o jogo por dentro observa que ela dá é poder de barganha ao Parlamento.

Tempo… A lei, se sancionada, permitirá aos deputados segurarem a nomeação de um diretor por tempo indefinido porque o projeto votado derruba o dispositivo da aprovação automática por decurso de tempo.

…indefinido. No limite, com a vaga acéfala e sem possibilidade de nomeação de substituto (como acontece no âmbito federal), as agências paulistas ficarão sem quórum para decisões sobre contratos com concessionárias, por exemplo.

Xiii. O risco regulatório atinge alto grau de insegurança jurídica, pode espantar investidores e amedronta aqueles que detém concessões estaduais, que vão desde gás, águas, saneamento, até estradas e metrô.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Reprodução Facebook/José Luiz Penna

José Luiz Penna, presidente nacional do PV: “Ao dizer que o Brasil é o País que mais respeita o meio ambiente, Bolsonaro mostra não entender de meio ambiente e de respeito e ainda agride o povo”.

COM ALBERTO BOMBIG E MARIANA HAUBERT. 

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