Greenpeace critica ação de bancada ruralista para tentar derrubar suspensão de agrotóxico

Greenpeace critica ação de bancada ruralista para tentar derrubar suspensão de agrotóxico

Julia Lindner

04 de agosto de 2022 | 15h26

O Greenpeace criticou, nesta quinta-feira, através das redes sociais, a articulação da bancada ruralista no Congresso para tentar derrubar a decisão da Anvisa que suspendeu o uso de agrotóxicos que possuem a substância Carbendazim em sua composição. O ingrediente é suspeito de causar danos à saúde, como câncer e infertilidade, e já foi proibido em países da Europa.

Foto: Alf Ribeiro/Estadão

“O Carbendazim já é proibido na Europa, mas aqui a #BancadaDoCâncer não engole sua provável proibição e nos empurra goela abaixo a continuação de seu uso para seguir aumentando seu lucro”, diz o texto do Greenpeace, em referência à Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA).

“Não bastasse o lobby pesado dos ruralistas sobre a agência, essas investidas fazem parte da estratégia da bancada, de tentar constantemente garantir benefícios próprios e eleitoreiros, às custas do prejuízo da maioria da população”, acrescenta a publicação.

Na imagem compartilhada, a organização fez uma montagem na qual o presidente Jair Bolsonaro e o deputado Luiz Nishimori (PSD-PR) aparecem oferecendo alimentos com Carbendazim para uma criança. Na embalagem, foi inserido um símbolo de veneno.

Montagem compartilhada pelo Greenpeace contra o uso do Carbendazim nas redes sociais. Foto: Reprodução

A Anvisa tem reunião na próxima segunda, 8, para concluir a reavaliação do Carbendazim, já que a decisão vigente ocorreu em caráter liminar (provisório).

Em nota, a agência diz que iniciou as investigações sobre a substância em 2019, após “suspeitas de mutagenicidade, de carcinogenicidade, de toxicidade reprodutiva e de toxicidade para o desenvolvimento”.

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