Governo vai tirar do papel Plano Nacional de Logística

Governo vai tirar do papel Plano Nacional de Logística

Coluna do Estadão

31 Maio 2018 | 05h30

SINAIS PARTICULARES. Ronaldo Fonseca, ministro da Secretaria-Geral da Presidência; por Kleber Sales

 

O governo convocou uma reunião do Conselho do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) para junho quando quer aprovar o Plano Nacional de Logística. Após dois anos, o projeto ficou pronto e apresenta como novidade um software que mapeia os gargalos e as necessidades logísticas do País. O ministro Ronaldo Fonseca (Secretaria-Geral) diz que com base nessas informações serão feitos os investimentos para tornar o setor menos dependente de caminhões. Uma das metas é ampliar em 100% até 2025 a participação ferroviária.

Lição de casa. O governo corre para aprovar o Plano Nacional de Logística como resposta às críticas de que não fez nada para evitar que o transporte de cargas seja dependente das estradas. Vai bater na tecla de que há dois anos as medidas estão em estudo.

Ponta da língua. A justificativa para lançar o plano só agora, quando faltam seis meses para terminar o mandato de Temer, é de que o projeto acaba de ficar pronto e que se trata de plano de Estado e não de governo.

Deixa disso. O deputado federal Newton Cardoso (MDB-MG) defendeu a saída do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, durante reunião da bancada do MDB, na terça, na Câmara. Mas o ministro Carlos Marun pôs panos quentes.

Basta! Acabou a paciência do governo com os grevistas. A partir de agora, o movimento será tratado como piquete. Já com Pedro Parente, a ordem é blindá-lo das críticas.

Só um parêntese. O apoio garantido a Parente, contudo, não impede que auxiliares do presidente digam que o remédio dado por ele para salvar a Petrobrás não pode virar veneno.

O cara. O empresário Afonso Rodrigues, que ajudou a PF a desvendar esquema no Ministério do Trabalho, é conhecido em Goiânia por MacGyver, personagem que encontra soluções para problemas impossíveis.

Missão. “Todo mundo deve fazer sua parte se quiser mudar o País. Esses ministérios estão sitiados por partidos e por apadrinhamentos políticos. Isso tem de acabar”, diz ‘MacGyver’.

Pitaco. A aliados, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), atacou o vídeo gravado pelo adversário Geraldo Alckmin (PSDB) sobre a greve dos caminhoneiros. Não apenas pelo conteúdo.

Só vê defeito. Em conversas reservadas, o também pré-candidato diz que a filmagem remonta ao estilo antigo de fazer campanha, com cenário escuro, formal, de terno e gravata, com biblioteca ao fundo. Quando o eleitor pede pelo novo.

CLICK. O Ministério dos Direitos Humanos criou um canal no Disque 100 para receber denúncias de caminhoneiros que sofrem ameaças e estão reféns da greve no País.

De mudança. O ex-ministro interino da Secretaria-Geral da Presidência Joaquim Lima de Oliveira vai assumir a vice-presidência de Governo da Caixa. Joaquim é ex-secretário executivo do ministro Moreira Franco (Minas e Energia).

Na fila. O PR, do ex-deputado Valdemar Costa Neto, indicou o superintendente nacional da Caixa, Adailton Trindade, para assumir a cobiçada Secretaria de Saneamento do Ministério das Cidades. O nome dele deve ser publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias.

PRONTO, FALEI!

Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Chega de ‘bancada de condenados’! E a ida da PF à Câmara mostra como essa bancada pode continuar crescendo”, DO DEPUTADO FEDERAL CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), sobre seu partido pedir a cassação dos presos.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE. COLABOROU BRENO PIRES