Governo tenta, mas não consegue atalho para marco das garantias no Senado

Governo tenta, mas não consegue atalho para marco das garantias no Senado

Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes

04 de agosto de 2022 | 05h01

O líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), tentou convencer os colegas a acelerar a tramitação do novo marco legal das garantias, propondo a votação diretamente em plenário na semana que vem, mas não teve jeito. A discussão vai seguir o trâmite normal, passando por audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e votação no colegiado antes de seguir para o plenário. Portinho se comprometeu em retirar do texto trecho que provocou uma guerra na Câmara: a permissão para que bens de família sejam levados a penhora em caso de inadimplência. Com isso, tenta convencer Rodrigo Pacheco (PSD-MG) de que o tema pode ser votado antes da eleição sem acirrar os ânimos de governo e oposição.

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: EVARISTO SA/AFP

CAMINHO. A relatoria deve ficar com o governista Vanderlan Cardoso (PSD-GO), que também é vice-presidente da CAE. Com isso, o governo espera adiantar os trabalhos na comissão. Também está em estudo como retirar bens de família sem que o texto retorne para a Câmara.

PRONTO, FALEI! Benedita da Silva, deputada federal (PT-RJ)

“Os evangélicos têm um comportamento eleitoral volátil. Não dá para afirmar que a maioria vai votar no Bolsonaro. Eles veem o desemprego, a inflação e a fome.”

CLICK. Jair Bolsonaro, presidente da República (PL)

Participou de culto no auditório da Câmara com lideranças evangélicas. Ele tenta consolidar vantagem sobre Lula no segmento religioso.

 

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