Governo tenta contornar mal-estar com a China

Governo tenta contornar mal-estar com a China

Coluna do Estadão

11 de janeiro de 2019 | 05h00

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: Dida Sampaio

O estranhamento inicial entre o presidente Jair Bolsonaro e a China começa a ser contornado. O ministro-chefe do GSI, general Augusto Heleno, conversou ontem com o embaixador no Brasil, Yang Wanming, sobre “como estreitar as relações” entre os dois países. Quando ainda era candidato, Bolsonaro acusou a China de estar “comprando o Brasil”. Em resposta às críticas, a China alertou que, se a opção do Brasil em 2019 for por seguir a linha de Donald Trump e romper acordos com Pequim, quem sofrerá será a economia brasileira.

(ATUALIZAÇÃO: Ex-embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang foi substituído por Yang Wanming na última segunda-feira, 7 de janeiro. A informação foi corrigida às 15h24)

Sem assunto. O chanceler Ernesto Araújo não participou da conversa com o embaixador da China. Antes de tomar posse, ele já escreveu em seu blog que a China está até hoje sob um sistema de dominação “disfarçado de pragmatismo e abertura econômica”.

Agradinho. A disputa pela presidência do Senado envolve até a distribuição de convites para a posse dos novos senadores, dia 1.º de fevereiro. Candidato, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) aumentou de 25 para 45 o número de convidados que cada um dos 54 novatos poderá levar.

É golpe! A iniciativa foi vista pelos concorrentes de Alcolumbre como “compra de votos”. Ele tem essa prerrogativa de aumentar o número de convites por ser o responsável pela sessão de posse dos novos senadores. Procurado, o demista não ligou de volta.

Plano de… O DEM está pagando jatinho particular para Davi Alcolumbre fazer campanha pela presidência do Senado em todo o País. O partido ainda não o lançou oficialmente. O PSL, sigla de Jair Bolsonaro, não descarta apoiar o demista.

…dominação. A preferência do DEM é por reeleger Rodrigo Maia ao comando da Câmara. Ele também tem as despesas do avião pagas pela sigla, com recursos do fundo partidário.

Não tá comigo. O secretário da Previdência, Rogério Marinho, não quer entrar em bola dividida com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Vai deixar para ele a missão de escolher um deputado federal para relatar a reforma do INSS quando o texto chegar ao Congresso.

SINAIS PARTICULARES – OS HOMENS DE GUEDES 

Salim Mattar, secretário de Desestatização e Desinvestimento; por Kleber Sales

Ejetado. Ao saber que Alex Carreiro se recusava a deixar a presidência da Apex após ser demitido pelo chanceler Ernesto Araújo, um importante auxiliar de Bolsonaro disse: “Isso é fácil de resolver. Só fica sentado se a gente quiser”. No fim da noite, Carreiro foi exonerado pelo Twitter.

Revogaço. Quando assumir a Apex, Mário Vilalva, escolhido por Ernesto Araújo para o posto, vai rever os atos do antecessor, Alex Carreiro. Será dada atenção especial às demissões e contratações, que foram o estopim da crise.

CLICK. No Ministério da Economia, servidores brincam que Paulo Guedes fez bullying com o colega da Casa Civil, que teve o nome registrado na agenda como Onyx ‘Lorenzonio’.

Novo nome. O ministro Ricardo Salles vai nomear o general Nader Motta para a Secretaria de Orçamento, Finanças e Gestão do Meio Ambiente. Motta fez carreira na área de finanças do Exército.

Filtro. Cotado para ser secretário de Assistência Social no Ministério da Cidadania, o tucano Floriano Pesaro foi vetado. Motivo: teria encampado o movimento #elenão. A vaga será ocupada por Maria Brant.

PRONTO, FALEI! 

Fabiano Bordignon, Diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional

“Vamos investir no setor de inteligência. Precisamos voltar a ter o controle dos presídios no Brasil”, de Fabiano Bordignon, Diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, sobre os problemas do sistema carcerário brasileiro.

COM NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E IDIANA TOMAZELLI

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao