Governo quer usar reforma da Previdência para enxugar máquina

Governo quer usar reforma da Previdência para enxugar máquina

Coluna do Estadão

17 de março de 2019 | 05h00

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O Ministério da Economia está fazendo um estudo para identificar quais áreas ainda podem ser objeto de terceirização e de trabalho temporário no setor público. A Pasta quer ampliar decreto de dezembro que já aumentava essa possibilidade. A ideia ganhou força na colaboração da PEC da Nova Previdência, quando o secretário Leonardo Rolim projetou como ela deve afetar o funcionalismo federal. O governo não pretende fazer concurso para preencher o vácuo deixado pelas aposentadorias e, portanto, vê uma chance de enxugar a máquina.

Vem mais. Para 2020, a Secretaria de Desburocratização quer concluir levantamento de quais das 309 carreiras do serviço público podem ser extintas. Segundo ouviu a Coluna, manter 4,2 mil cargos “é ingovernável”. Com a extinção, servidores podem ser demitidos.

Placar. A Pasta monitora as estatísticas tanto dos que poderão se aposentar nos próximos anos (67.822, em 2019, e 68.837, em 2020), quanto dos que já poderiam estar aposentados (108 mil dos 626 mil servidores na ativa).

Tira aqui, põe ali. O governo atua em mais duas frentes: a automatização de processos e a facilitação do remanejamento de servidores. O ‘Tinder’ para ligar servidores a vagas disponíveis, revelado por esta Coluna, será uma das medidas.

Em família. Entre os líderes da Câmara, três já sugeriram a Rodrigo Maia entregar a relatoria da reforma da Previdência na Comissão Especial para Eduardo Bolsonaro. Não é o preferido do presidente da Casa.

Bypass. O embaixador da Espanha no Brasil, Fernando García Casas, esteve apenas uma vez com o chanceler Ernesto Araújo, mas já visitou pela terceira vez, desde o início do governo, o gabinete do vice-presidente Hamilton Mourão.

Tá difícil. O cancelamento da indicação do general Paulo Sérgio Sadauskas para a diretoria da Anvisa já é a segundo. No final de fevereiro, o governo recuou da nomeação de Sergio Caetano Júnior para diretoria adjunta na autarquia.

Tô fora. Antes de desistir da vaga, o general reuniu-se com servidores da agência.

Cabo… Entre membros do Ministério Público Federal (MPF) há a leitura de que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tenta cartadas finais para permanecer no posto.

… eleitoral. Por essa tese, ela estaria se voltando até mesmo contra decisões carimbadas da Lava Jato para se cacifar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e em busca de um aliado na briga para convencer o governo de Jair Bolsonaro.

SINAIS PARTICULARES.

NOVOS LÍDERES DO CONGRESSO

Mecias de Jesus, líder do PRB (RR) no Senado

Crédito: Kleber Sales

Condão. Passar por cima da lista tríplice seria a melhor chance de Dodge.

Tensão 1. Advogados saíram em defesa do presidente do STJ, Otávio de Noronha, atacado por procuradores da por ter soltado o ex-governador Beto Richa.

Tensão 2. Para o Instituto de Garantias Penais, de Ticiano Figueiredo, procuradores revelaram “destempero e desamor à organização hierárquica do Judiciário”.

Anote aí. Quem acompanhou a eleição na Assembleia-SP, não tem dúvidas: Janaina Paschoal permanece pré-candidata a prefeita.

PRONTO, FALEI!

Marcos Corrêa/PR

Carla Zambelli, deputada federal do PSL-SP: “O saldo é positivo porque finalmente a gente conseguiu mostrar que o PT e o PSDB sempre estiveram juntos”, sobre a eleição da Assembleia de São Paulo.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E RICARDO BRANDT