Governo quer plantar cacau na Amazônia

Governo quer plantar cacau na Amazônia

Coluna do Estadão

19 de março de 2019 | 05h00

Floresta Amazônica. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O Ministério da Economia estuda emissão de títulos verdes – os green bonds – para financiar plantio de cacau em áreas degradadas da Amazônia. A ideia é ampliar concessões florestais e utilizar terras públicas sem destinação específica. Elas representam cerca de 70 milhões de hectares na região e, sem o cuidado do Estado, caem nas mãos de grileiros. “Houve um sequestro da agenda ambiental por grupo anticapitalista e queremos trazê-la para um ambiente de negócios, preservando e gerando riqueza”, afirma o subsecretário da pasta, Rogério Boueri.

Tripé. O plano funcionaria com o Serviço Florestal, vinculado hoje à pasta da Agricultura, mapeando essas áreas, o Banco Mundial como certificador “verde” e ele próprio ou o BNDES como emissores de títulos.

Semente. A ideia está sendo amadurecida na Secretaria de Política Econômica e a expectativa é de que seja anunciada no meio deste ano, com o Plano Safra.

Proteção. A meta é criar um “escudo verde”: “Queremos usar a atividade agroflorestal para bloquear o desmatamento. Não proibindo, caçando ‘desmatador’, que isso é difícil”. “A gente quer dar interesse econômico”, diz Boueri.

Útil e agradável. O Brasil já foi o maior produtor de cacau do mundo e hoje importa de Gana. O governo contou ainda que a commodity é a principal, mas não a única que entrou no radar para participar do programa.

SINAIS PARTICULARES.
NOVOS LÍDERES DO CONGRESSO
Zequinha Marinho, líder do PSC no Senado (PA)

Ilustração: Kleber Sales

PDT 2.0. Para não desperdiçar os seguidores acumulados por Ciro Gomes na campanha, o PDT vai investir na digitalização da legenda. A ideia é trazer esses apoiadores virtuais para dentro do partido.

Reposicionamento. O presidente do PDT, Carlos Lupi, trabalha para lançar novos quadros às prefeituras das capitais. Para São Paulo, a preferida é Tabata Amaral. Ela resiste.

Por aí. Outros nomes em estudo são os do deputado Túlio Gadelha (Recife), de Juliana Brizola (Porto Alegre) e Marta Rocha (Rio).

Casa de ferreiro. Um líder do Congresso quer saber se a exigência da Ficha Limpa para comissionados vai valer para ministros.

Vida nova. Geraldo Alckmin está despachando numa sala emprestada pela filha Sophia, em São Paulo, sem secretários, sem assessores e sem motorista.

Piloto. O presidente nacional do PSDB e ex-governador não dirigia o próprio carro desde a década de 80, quando estava na Assembleia-SP. O que não mudou na rotina: continua acordando super cedo, mas para dar aulas na universidade.

Plateia. Bruno Covas esteve no Teatro Municipal sexta-feira passada. Vaias e aplausos foram ouvidos.

CLICK. O assessor especial da Presidência Filipe Martins, com seu guru Olavo de Carvalho, em Washington, publicou: “Sabe quando nós vamos parar? Nunca!”.

Foto: Reprodução/Twitter Filipe Martins

Sem brecha. Para evitar que Davi Alcolumbre enterre a CPI da Lava Toga por ausência de fato determinado, o senador Alessandro Vieira (PPS-SE) listou 13 nessa segunda tentativa de emplacar o colegiado.

Alvo. O senador cita fatos envolvendo o STF, o STJ e o TST. De todas as cortes, o ministro com recorde de menções é Gilmar Mendes: em cinco de 13 tópicos.

Assessoria de luxo. Davi Alcolumbre circulou ontem em São Paulo ao lado do ex-senador José Agripino Maia (DEM- RN).

PRONTO, FALEI!

André Figueiredo, líder do PDT na Câmara: “Se a oposição está desarticulada, a base está o quê?”, sobre os comentários de que os partidos que fazem oposição ao governo de Bolsonaro não estariam unidos.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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