Governo quer insistir na retirada dos pisos da saúde e educação na PEC Emergencial

Governo quer insistir na retirada dos pisos da saúde e educação na PEC Emergencial

Coluna do Estadão

27 de fevereiro de 2021 | 05h00

Senador Márcio Bittar. FOTO: WALDEMIR BARRETO/AG. SENADO

Embora o relator da PEC Emergencial no Senado, Márcio Bittar (MDB-AC), tenha anunciado a retirada dos pisos de saúde e educação do texto, o Planalto quer insistir no ponto. Uma das estratégias será acionar prefeitos e governadores para eles pressionarem os senadores. Parlamentares governistas, contudo, avaliam que será difícil votar o relatório da proposta sem fatiamento. Assim, trabalham por uma alternativa: cortar despesas e até programas, como forma de compensação. A PEC é importante por abrir caminho ao auxílio emergencial.

Bem bolado. “Quando uma expectativa de receita acaba frustrada, é preciso buscar alternativas e é isso que vamos fazer nesses dias”, afirma Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso.

Peneira… O ministro da Cidadania, João Roma, está debruçado sobre números, cruzando cadastros, para ver quem fica e quem sai no novo auxílio emergencial do governo federal.

…mais… “Vai gerar uma depuração. Com volume e prazo exíguo, naturalmente, muita gente que não era necessariamente o público mais necessitado recebeu (o benefício)”, disse à Coluna.

…fina. “É preciso ampliar a eficiência da destinação dos recursos”, completou. Com os números de Paulo Guedes em mãos, Roma recebeu carta branca do Planalto para desenhar o programa como achar melhor.

Agora vai? Depois de fraudes no auxílio emergencial, o software do Caixa Tem, aplicativo para o pagamento do benefício, já teve mais de 50 atualizações para melhorar a segurança dos usuários e torná-lo mais amigável. O banco quer evitar o mico na nova rodada do auxílio.

Ligeirinho. A cúpula do Congresso quer garantir que a comissão especial da PEC da Blindagem atue pelo prazo mínimo de dez sessões. A intenção é não dar tempo extra para o desgaste em torno da matéria.

É dela. A deputada Margarete Coelho (PP-PI) deve continuar na relatoria do projeto na comissão. A presidência está vaga.

Tratorista. Defensores da proposta estão reticentes quanto à possibilidade de aprovação. O revés está na conta de Arthur Lira (PP-AL): “tratorou” geral quando a matéria poderia ter sido negociada.

SINAIS PARTICULARES.
Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara

Ilustração: Kleber Sales

Solução caseira? Mauro Ribeiro Neto termina a semana como o nome mais forte para assumir o comando do Banco do Brasil.

Adiante. De um conhecedor de como a banda toca neste momento: André Brandão, que seria demitido por Bolsonaro na próxima semana, coloca o cargo à disposição; o presidente aceita e a vida segue.

Linha direta. Fábio Faria nunca ficou à vontade com um dos “hábitos” de Fábio Wajngarten: levar assuntos diretamente a Bolsonaro sem passar pelo ministro.

CLICK. Na pior fase da pandemia, o Congresso reuniu centenas de prefeitos de todo o País. Eles se aglomeraram em corredores e gabinetes, muitos sem máscara.

Coluna do Estadão

Se… A Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps) mudou o processo de seleção. Para 2021, poderão se inscrever somente políticos no exercício do mandato. O motivo? Diferentemente dos movimentos de renovação, quer incidir diretamente no debate.

…liga. Os selecionados terão acesso à rede que já conta com nomes como Eduardo Leite (PSDB-RS), Renato Casagrande (PSB-ES), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Jean Paul Prates (PT-RN). As inscrições terminam na segunda-feira, 1.º, no site da Raps.

PRONTO, FALEI! 

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Célio Studart, deputado federal (PV-CE): “Projeto corporativista, sem urgência nenhuma, destoando, inclusive, dos anseios populares e da crise que estamos vivendo”, sobre a PEC da Blindagem.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.