Governo prepara atlas ambiental da Amazônia

Governo prepara atlas ambiental da Amazônia

Coluna do Estadão

04 de junho de 2020 | 05h00

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Hamilton Mourão pediu aos grandes exportadores brasileiros ajuda para reverter no exterior o desgaste do País na questão do meio ambiente. O vice gostaria de ver empresários compartilhando “dados que reflitam a realidade”. Para fornecer subsídios, anunciou a elaboração pelo governo, em parceria com Estados do Norte, de um atlas ambiental da Amazônia. A intenção é escrutinar, com precisão, o que é terra indígena, pecuária, reservas legais, florestas e plantações. Mourão insiste que o diabo não é tão feio quanto pintam os ambientalistas.

Help. O apelo de Mourão foi em videoconferência da Fiesp para o agronegócio e o meio ambiente. O tema era o Conselho da Amazônia Legal. Em seguida, ele almoçou com Paulo Skaf.

SINAIS PARTICULARES.
Hamilton Mourão, vice-presidente da República

Ilustração: Kleber Sales

Xi. A preocupação de Mourão faz sentido. Quem acompanha o desenrolar do tratado de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia diz que os últimos dados sobre o aumento do desmatamento no Brasil reacenderam o sinal amarelo em relação ao acordo.

Freezer. Há temor de que a parceria, que demorou 20 anos para ser fechada, acabe na geladeira. Se isso acontecer, o Brasil perderá investimento europeu em um cenário no qual nem o governo nem o setor privado nacional terão recursos suficientes para fortalecer a retomada pós-pandemia.

Ação. O embaixador da Dinamarca, Nicolai Prytz, disse à Coluna que os dois blocos querem ver o tratado ratificado, mas ressaltou que a questão ambiental continua sendo um dilema: os europeus cobram dados objetivos de combate ao desmatamento.

Alerta. O parlamento holandês aprovou nesta quarta uma moção contra o acordo entre os dois blocos. Embora não tenha efeitos práticos, é um exemplo claro da preocupação aventada por quem acompanha o assunto.

Dobro. Para setores da indústria brasileira, há dois obstáculos: o lobby agrícola europeu contra o acordo, por causa da competitividade do setor no País, e a pressão de ambientalistas.

A propósito. A grande repercussão dos artigos de Mourão no Estadão está fazendo o vice pegar gosto.

CLICK. Damares Alves e Michelle Bolsonaro (ao centro) visitaram a ação de combate à covid-19 Salvando Vidas, do BNDES, com Gustavo Montezano, presidente do banco.

Reprodução/Instagram

Consultas. O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, se reuniu nesta quarta com os epidemiologistas Paulo Lotufo, da Universidade de São Paulo, e Ana Ribeiro, do Observatório COVID-19, e o físico Roberto Kraenkel, especialista em estatística de epidemias.

Consultas. Ele deve apresentar nos próximos dias aos seus pares no tribunal e ao Congresso as informações que tem colhido com especialistas sobre os impactos da covid-19 nas eleições municipais deste ano.

BOMBOU NAS REDES!

Alceu Moreira, deputado federal (MDB-RS): “O Tribunal de Contas da União (TCU) calcula que 8,1 milhões de brasileiros possam ter recebido indevidamente o auxílio emergencial de R$ 600. Além de revoltante, comprova que, enquanto existir a massiva mentalidade da malandragem no país, dificilmente vamos progredir de verdade.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

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