Governo fará agenda de Maia para acalmá-lo

Governo fará agenda de Maia para acalmá-lo

Luiza Pollo

17 de outubro de 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

As tratativas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com o Planalto em torno de um acordo de paz passam pela aprovação em regime de urgência de projeto de lei que autoriza o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a firmarem acordo de leniência com bancos. O projeto deve ser assinado pelo deputado Alexandre Baldy (Podemos-GO), pró-Maia. O governo se comprometeu em ajudar a acelerar a tramitação. A falta de quórum para aprovar a MP da Leniência iniciou a crise entre Maia e o governo. O projeto vai substituir a MP que caduca esta semana.

LEIA MAIS: Leia a íntegra do projeto que permitirá ao BC fazer acordo de leniência com bancos

Direto ao ponto. O projeto não é uma cópia do texto da MP da Leniência. Elaborado em parceria com o presidente do BC, Ilan Goldfajn, o texto elimina entraves para o fechamento de acordos com os bancos.

Próxima rodada. O último embate de Rodrigo Maia com o governo terminou em pizza. Foi o cardápio do jantar de domingo entre ele e o ministro Antonio Imbassahy, da articulação política, no qual combinaram aparar as arestas.

Bico fechado. No encontro, se comprometeram a não falar mais sobre a polêmica em torno da divulgação dos vídeos da delação do operador Lúcio Funaro para evitar mal-entendidos.

Ajudou. O governo ficou aliviado quando soube que Edson Fachin, do Supremo, também resolveu colocar uma pedra no tema. Foi Fachin quem disse para Rodrigo Maia, em reunião reservada, que não havia nada de mais nos vídeos.

Taxa de medo.  O comando do Senado calcula em 30% a chance de ser adiada a sessão do plenário que pode devolver hoje o mandato de Aécio Neves. Se a votação ocorrer, a expectativa é que ele saia vitorioso com, ao menos, 41 votos.

Batata da onda. Com a baixa popularidade do presidente Michel Temer, a ordem da comunicação do governo é fazer publicações nas redes sociais com viés mais publicitário do que institucional. A intenção é embalar o governo como um novo produto.

Leva tudo. A PF apreendeu quadros no apartamento do deputado Lúcio Vieira Lima em Salvador durante ação de busca ontem.

SINAIS PARTICULARES: Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), deputado federal; por Kleber Sales

Só no papel. Internado desde agosto pós um AVC, o deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM) está com dificuldade para assinar o nome e corre o risco de não apresentar emendas ao Orçamento de 2018. É que o regimento do Congresso não permite assinaturas digitais nesse caso.

Treino. Caso não consiga assinar o nome no papel e apresentar o documento à Comissão de Orçamento até sexta-feira, o deputado perderá sua cota de R$ 15 milhões que todo parlamentar tem para apresentar emendas ao Orçamento.

CLICK. Até o Supremo tem dificuldade para se adaptar ao horário de verão. A foto abaixo foi tirada às 18h45 de ontem, mas o relógio ainda estava no horário antigo.

FOTO: Rafael Moraes Moura

Atenção, gravando. O ministro Admar Gonzaga, do TSE, pretende devolver na próxima semana pedido de vista no caso que trata da divulgação na internet de vídeos de apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Suspense. O Ministério Público Eleitoral pede a retirada dos vídeos em que Bolsonaro aparece sendo recepcionado por simpatizantes. O relator, ministro Napoleão Maia, não viu propaganda antecipada.

PRONTO, FALEI! 

“É tristíssimo o que está acontecendo com o PSDB. O partido não se renovou e enfraqueceu. Nunca vi situação como esta”, DA DEPUTADA YEDA CRUSIUS (PSDB-RS) sobre a guerra interna da sigla.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA  

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