Governo estuda mudar nome do Bolsa Família

Governo estuda mudar nome do Bolsa Família

Andreza Matais

13 Março 2018 | 05h30

Foto: Divulgação

O governo estuda mudar o nome do programa Bolsa Família, vitrine da área social da gestão Lula. As reuniões sobre o assunto são tocadas diretamente entre o presidente Temer e o Ministério do Desenvolvimento Social. A marca foi criada pelo marqueteiro Duda Mendonça ainda no primeiro mandato do petista. Uma das opções é rebatizar o programa de Bolsa Dignidade. Quem defende a mudança justifica que essa seria uma forma de desvincular o programa do petismo, o que pode ajudar a minar o poder eleitoral da sigla, sobretudo no Nordeste.

Ideia. Entre as hipóteses avaliadas está também a de manter o nome Bolsa Família, agregando à marca outra palavra. O ministro Osmar Terra nega que a medida seja eleitoreira. “A ideia é mostrar que não é só transferência de renda. Queremos dar um sentido mais dinâmico”, diz ele.

Fartura. Independentemente da mudança no nome do programa, o governo quer conceder neste ano eleitoral um reajuste acima da inflação ao Bolsa Família. A última vez que Temer elevou o benefício foi quando assumiu, em 2016.

Mais uma casa. Congressistas foram informados que nesta semana será divulgado o primeiro vídeo da pré-candidatura do presidenciável Henrique Meirelles já produzido por um marqueteiro paulista.

Tabuleiro. O governo tem estimulado a candidatura de Flávio Rocha, da Riachuelo, ao Planalto. O movimento já foi observado por entusiastas de Rodrigo Maia e Geraldo Alckmin e tem como objetivo embaralhar a disputa no centro.

Vai tocando. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad diz que Lula pediu a ele um “programa ousado” de governo. “A intervenção na segurança do Rio não é algo que se sustente. Foi mais um factóide às vésperas da eleição”, afirma o coordenador da campanha do petista.

Outro? Depois dos recuos como presidente do TSE, o ministro Luiz Fux poderá protagonizar mais um, agora no STF. Foi ele quem liberou o auxílio-moradia irrestrito aos juízes.

Sinais Particulares: Luiz Fux, presidente do TSE; por Kleber Sales

Tamo junto. O diretor-geral substituto da Antaq, Mário Povia, nomeou o colega Bruno de Oliveira Pinheiro para presidir a comissão de licitação de arrendamentos portuários da entidade. Desde novembro, Bruno é investigado pelo MPF por prevaricação, advocacia administrativa e desobediência de ordem judicial.

Turma. O diretor Mário Povia também está entre os investigados pelo MPF pelos mesmos delitos.

Com a palavra. A Antaq diz que não há impedimento legal para a nomeação.

CLICK. Prestes a decidir se renuncia à prefeitura de Salvador para disputar o governo do Estado, ACM Neto postou foto de quando acompanhou a posse do avô ACM nesse cargo. Na época ele tinha 12 anos. Para muitos uma dica de que irá concorrer ao cargo.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Guerra. A venda do balcão de seguros da Caixa movimenta os corredores do banco, que tem expectativa de fechar o negócio no começo deste ano. O contrato permite que a empresa use as agências do banco para oferecer seguros de imóveis e carro, entre outros, até dezembro de 2040.

Tem fila. Envolvidos dizem que o BTG tenta abocanhar o negócio. Procurado, o banco de André Esteves não comenta. A atual sócia da Caixa Seguridade é a francesa CNP Assurances, que busca se manter. A francesa tem interesse em parceria com a Caixa para uma nova empresa em seguros nas áreas de seguro de vida e previdência privada.

PRONTO, FALEI!

Foto: Nelson Jr./ASCOM/TSE

“Independentemente da opinião e da conveniência, temos um encontro com esse assunto”, DO MINISTRO DO SUPREMO, GILMAR MENDES, sobre a Corte rever ou não possibilidade de prisão após 2.ª instância.

COM NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABORARAM VERA ROSA E MURILO RODRIGUES ALVES

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