Governo estuda liberar R$ 1 bilhão para sindicatos

Governo estuda liberar R$ 1 bilhão para sindicatos

Luiza Pollo

14 de outubro de 2017 | 05h30

 

SINAIS PARTICULARES – Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho, por Kleber Sales

Em meio às pressões para que o governo restitua o imposto sindical, o Ministério do Trabalho estuda liberar para os sindicatos valores recolhidos nos últimos anos, mas que não foram distribuídos às entidades. A medida pode injetar no cofre dos sindicatos até R$ 1 bilhão, valor estimado do saldo residual. As contribuições foram retidas pelo governo em razão de erros no preenchimento das guias pelas empresas entre 2008 a 2015. Desde então, os valores permanecem intocáveis. Quando não for possível identificar a quem pertence o recurso, a proposta é dividir o valor entre todas as entidades.

Na mesa. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, montou um grupo de discussão com sindicalistas para tratar do assunto. O valor do saldo residual ainda está em fase de cálculo. A estimativa de R$ 1 bilhão é das entidades.

Dá e tira. A contrapartida do ministério é destinar 15% do saldo residual para formar um fundo que irá financiar o combate ao trabalho escravo e infantil.

Pé no freio. Mesmo que a MP da leniência dos bancos passasse na Câmara, no Senado iria empacar. O assunto é tratado por senadores como polêmico demais para os tempos atuais, um “horror”, nas palavras de um dirigente da Casa.

Por fora. Rodrigo Maia (DEM-RJ) diz que não tem conhecimento da posição do Senado sobre a MP da leniência e que isso não influenciou sua decisão de engavetar a medida.

Manda quem pode… A área técnica do Senado é contra o voto secreto na sessão que pode devolver o mandato de Aécio Neves (PSDB-MG) e impor o fim do seu recolhimento noturno. A decisão, contudo, será política e hoje é pelo sigilo do voto.

Geni. Não é só no DEM que o prefeito de São Paulo, João Doria, deixou de ser unanimidade. Nos grupos de WhatsApp de deputados do PMDB, sua eventual filiação é criticada.

Papo reto. “Ninguém quer tucano no PMDB. O PSDB precisa tomar vergonha no bico”, resume o peemedebista José Priante (PA). A cúpula do partido, contudo, diz que as portas estão escancaradas para Doria disputar o Planalto.

Amigo. O programa partidário que o DEM apresentará na próxima terça-feira na TV terá um tom conciliador. Vai insistir na aprovação das reformas da Previdência e Tributária ainda este ano, além de medidas contra a violência. O governo Temer será poupado.

Nova geração. As estrelas do programa serão o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o prefeito de Salvador, ACM Neto. Trio que hoje dá as cartas no partido. Outros demistas terão atuação mais discreta.

CLICK. O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira, participa do Fórum Parlamentar dos Brics, na Rússia. Volta semana que vem para presidir o “caso Aécio”.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Amenidades. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o senador José Serra (PSDB) e o embaixador Sergio Amaral almoçaram juntos em Washington na última quarta-feira. Os três juram que o tema economia não entrou no cardápio.

Tudo parado. O governo ainda não atualizou os dados do orçamento de 2018 com base na ampliação da meta fiscal. A consequência prática é que os relatores setoriais do Orçamento no Congresso estão de braços cruzados a espera dos novos números que só chegam mês que vem.

Pronto, Falei! 

“Estou pronto para debater o meu relatório com quem quer que seja. Convicto do que escrevi”, DO DEPUTADO BONIFÁCIO DE ANDRADA (PSDB-MG), sobre ter pedido para arquivar denúncia contra Temer.

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COM REPORTAGEM DE LEONEL ROCHA 

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