Governo estuda como pagar resgate na China

Governo estuda como pagar resgate na China

Coluna do Estadão

05 de fevereiro de 2020 | 05h00

FOTO: Byambasuren Byamba-Ochir/AFP

Ministérios envolvidos na operação de resgate dos brasileiros em Wuhan, na China, epicentro do coronavírus, estão preocupados em saber de onde sairá o dinheiro para custear a operação. Segundo estimativas, o gasto, que inclui desde o combustível à quarentena em Anápolis, deve ficar, no máximo, em torno de R$ 10 milhões e pode ser pago via pedido de crédito suplementar (precisa ser aprovado pelo Congresso, mas os ajustes e contas ainda estão sendo fechados pela Economia). A ordem de Jair Bolsonaro foi para dar prioridade ao caso.

In loco. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, deve visitar a Base Aérea de Anápolis, que receberá os brasileiros a partir do próximo sábado.

Equipe. A tripulação que participará do resgate também deve passar por uma quarentena, mas em casa. O Ministério da Saúde planeja mandar equipe com enfermeiro e médico especialistas em emergências para monitorar cada caso.

Nope. Apesar das especulações sobre uma possível proibição de empresas brasileiras exportarem máscaras para a China, o governo não pretende adotar tal medida. Abriu licitação para criar o seu próprio estoque.

CLICK. Onyx Lorenzoni “preparando a apresentação dos 400 dias do governo”, segundo ele. Atrás, retrato de Bolsonaro. Em frente, caneca com foto de Trump.

FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM ONYX LORENZONI

Mais um. A demissão de Giacomo Trento na Casa Civil, um dos homens fortes de Onyx Lorenzoni, foi mais um capítulo do enfraquecimento do ministro no governo de Bolsonaro. A cabeça do assessor estava a prêmio há duas semanas.

Vixe. Caiu no colo de Trento parte do desgaste dos acordos da Previdência feitos pelo governo no Congresso, quando a articulação política ainda estava com Onyx. Ele era o homem das planilhas e das emendas, algumas ainda com débito em aberto.

Foco total. A Câmara Municipal paulistana voltou aos trabalhos sob uma orientação clara de sua Mesa Diretora: a prioridade zero para este ano eleitoral é aprovar até abril a reforma administrativa do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Fila. Depois de tirar da frente a reforma, a Câmara deve impulsionar o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) do Centro, em paralelo ao Triângulo SP, ambos voltados à revitalização da área central da capital.

Ainda pulsa? O trâmite de outros PIUs importantes, como o Pinheiros e o Jurubatuba, está praticamente descartado para este ano. O da Vila Leopoldina ainda respira por aparelhos, mas a Prefeitura e o comando da Câmara têm receio de levá-lo adiante em ano eleitoral por envolver interesses imobiliários.

Fogo. A pré-candidatura de Jilmar Tatto à Prefeitura recebeu quase o dobro de assinaturas de apoio em relação ao último colocado da lista, Carlos Zarattini. O que isso significa? 1) Tatto é favorito em uma eventual prévia do PT paulistano; 2) a pressão sobre Fernando Haddad vai aumentar.

Deixa pra lá 1. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral só topa falar em juízo de política e futebol. Depois de prestar depoimento, foi questionado sobre o que acha da gestão de Wilson Witzel: “Eu tô preso, pô. Não posso falar muito”.

Deixa pra lá 2. Vascaíno, Cabral também não quis comentar a derrota de seu time para o Botafogo.

SINAIS PARTICULARES 
Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

PRONTO, FALEI!

Randolfe Rodrigues. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Randolfe Rodrigues, senador (Rede-AP): “O governo (federal) já tem mais gente enrolada na Justiça do que propostas para o País. Até quando?”, sobre a Polícia Federal investigar Fábio Wajngarten.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM RICARDO GALHARDO E CAIO SARTORI

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.