Governo dá cargo para presidente da CCJ, que vai definir relator de denúncia contra Temer

Governo dá cargo para presidente da CCJ, que vai definir relator de denúncia contra Temer

Coluna do Estadão

30 de junho de 2017 | 05h30

Foto: Facebook Rodrigo Pacheco

O esforço do governo para tentar impedir a abertura de processo contra Michel Temer pelo STF passa por agradar ao presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco. Às vésperas do deputado escolher quem será o relator da denúncia contra Temer, Pacheco terá uma demanda antiga atendida pelo Planalto: a troca do presidente de Furnas. Sai Ricardo Medeiros e entra Julio Cesar Andrade. O deputado garante que não vai pautar suas decisões por isso. “Nem que o governo corrija a falta grave que tem com Minas, isso não vai influenciar na CCJ”, avisa.

Engole seco. A troca na presidência de Furnas desagrada ao ministro das Minas e Energia, Fernando Filho, que recebeu ordens superiores para fazê-la.

Troca-troca. Atual diretor de administração, Julio Cesar entrou em Furnas indicado pelo senador Romário, mas conquistou o apoio da bancada do PMDB de Minas Gerais e trocou de padrinho.

Calculando. O governo sabe que precisará mais do que Furnas para agradar a Rodrigo Pacheco. Quem conhece o presidente da CCJ diz que todos os movimentos dele levarão em consideração um cálculo político.

Independência ou morte.  Com Aécio Neves e Fernando Pimentel alvejados por denúncias, Pacheco tem pela frente a chance de disputar cargo majoritário em 2018. A atuação dele na CCJ vai definir seu futuro político. Pacheco admite que seu nome está à disposição do partido para disputar o governo ou o Senado, mas nega que isso pautará sua conduta na comissão.

CLICK. O presidente do TCU, Raimundo Carreiro, e o relator Bruno Dantas levam ao Congresso parecer que aprova, com ressalvas, as contas de Dilma e Temer em 2016.

Foto: Coluna do Estadão

Todo todo. Depois de ter aprovado seu relatório sobre a reforma trabalhista na CCJ do Senado, Romero Jucá foi avisado de que o presidente da França, Emmanuel Macron, também pretende mexer com o assunto. “Eu sei, me chamou para relatar”, ironizou.

Jogo feito. Relator da indicação de Raquel Dodge para a PGR, o senador Roberto Rocha (PSB-MA) já anunciou sua pré-candidatura ao governo do Maranhão contra o governador Flávio Dino, irmão de Nicolao Dino, que perdeu a indicação à PGR para Raquel.

Interesse. Um assessor da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) telefonou ontem para o RH do Ministério da Cultura perguntando quantos cargos a pasta tem.

Vem comigo. O senador Romero Jucá fará o papel de anfitrião de Raquel Dodge na visita aos senadores antes da sabatina na CCJ.

SINAIS PARTICULARES – RAQUEL DODGE
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Ralo. Os gastos da Justiça Eleitoral com a eleição no Amazonas, que deveria ocorrer em 4 de agosto, já chegam a R$ 8 milhões. Parte do valor deve se perder com a decisão do STF de suspender o pleito.

Surpresa! Heráclito Fortes não esperava que Temer fosse aceitar o convite para comer rabada na casa dele. Fez o convite depois de uma agenda no Planalto.

Bad day. Se a aprovação de Temer já era ruim, ficou ainda pior depois de a denúncia contra ele chegar à Câmara. Monitoramento do governo mostrou que o assunto, somado à suspensão de emissão de passaportes, dominou as redes.

Você por aqui… Rodrigo Maia e Aldo Rebelo, que ensaiaram formar uma chapa caso Michel Temer renunciasse, jantaram juntos na Embaixada da China na terça-feira. Maia diz ter sido pura coincidência. O encontro não consta da agenda do deputado.

Desceram do muro.  Doze deputados tucanos avisaram à sigla que votam a favor da abertura de processo pelo STF contra Temer.

PRONTO, FALEI!

“Tem que ter muito cargo, muita emenda e couro de aço para enfrentar as setas que vão ser disparadas pela opinião pública”, Deputado Augusto Carvalho (Solidariedade-DF), sobre votar a favor de Temer.

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