Governo analisa nova GLO para a Amazônia

Governo analisa nova GLO para a Amazônia

Coluna do Estadão

23 de abril de 2020 | 05h00

Crédito: Bruno Kelly/Reuters

Diante de evidências de um exponencial crescimento no desmatamento durante a pandemia da covid-19, o governo federal planeja editar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para a Região Norte. A medida emergencial está em estudo na área jurídica do Ministério da Defesa, mas conta com aval do Meio Ambiente, do Conselho da Amazônia e do presidente da República, Jair Bolsonaro. No ano passado, a região foi parar nas manchetes mundo afora por causa das queimadas. Na ocasião, o governo também fez uso de uma GLO de dois meses.

O que há. Governadores da Amazônia levaram a Hamilton Mourão a preocupação com o desmatamento. Houve uma queda nas fiscalizações, principalmente, por dois motivos: 1) muitos fiscais do Ibama são do grupo de risco e não podem ir a campo em meio à pandemia; 2) policiais nos Estados que fazem boa parte das escoltas estão ocupados com a covid-19.

Recreio. Sobre as linhas gerais da reabertura econômica anunciada por João Doria (PSDB), um astuto observador alerta: a saída só será mesmo para valer quando as escolas (públicas e privadas) retomarem as atividades presenciais, algo, até agora, sem a menor previsão de ocorrer, conforme apurou a Coluna.

Rumo… O presidente da Coalização de Saúde (cadeia produtiva da área) e do Conselho Deliberativo do Hospital Albert Einstein, Claudio Lottenberg, considera o plano de retomada da atividade econômica proposto pelo governo de SP “robusto e consistente”, apesar de não ser de execução simples.

…certo. Para Lottenberg, o isolamento foi fundamental para achatar a curva epidemiológica em SP, que era o objetivo inicial de todo o processo. “O plano é uma volta gradual responsável, com decisões baseadas em dados e evidências, pactuando setores de produtividade com a saúde”, diz.

Fará falta. Mauro Ricardo Costa, que deixa a Secretaria Municipal de Governo de São Paulo, conforme antecipado pelo blog da Coluna, era o chefe estratégico do Plano de Metas da atual gestão. Perda grande para o prefeito Bruno Covas (PSDB) em ano de eleição.

CLICK. Entre as teleconferências de Tereza Cristina ontem, uma foi com a Contag, na qual a ministra recuou na unificação do Plano Safra: neste ano, serão dois, um empresarial e outro familiar. O modelo era assim desde FHC, mas mudou no ano passado.

Divulgação/Instagram

Marshall. Para José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp e presidente da Abiplast, o “Plano Marshall”, antecipado pela Coluna e anunciado pelo governo, é bem-vindo, mas será preciso desatar alguns nós como, por exemplo, diminuir o “custo Brasil”.

Marshall 2. “Estamos com um problema enorme, de curto prazo. As empresas sairão muito debilitadas e, no fim da crise, vamos todos precisar de uma estratégia de médio e longo alcance. Lamento apenas que tenha sido elaborado e construído sem a consulta e a participação dos setores produtivos, fundamentais para a retomada.”

Dica. Após viabilizar acordo para não demitir terceirizados e reduzir salários em Goiás, Ronaldo Caiado disse: “Governo só avança se houver diálogo constante entre os Poderes”. Para bom entendedor…

CEP errado. No fim de semana, um perfil furioso cravou no Twitter que Baleia Rossi estava conspirando a portas fechadas em Brasília. O presidente do MDB não se conteve e lacrou: “Eu moro em Ribeirão Preto, estou em casa”.

SINAIS PARTICULARES
Baleia Rossi, deputado e presidente do MDB

Ilustração: Kleber Sales

PRONTO, FALEI! 

Divulgação

Dayane Pimentel (PSL-BA): “A diferença entre Bolsonaro e Maia é que o segundo não esconde de ninguém que busca espaço, enquanto o presidente tinha prometido não lotear cargos.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

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