Governistas dizem ser “estapafúrdia” proposta de Cardozo para dividir votação

Não há acordo para que impeachment seja votado em duas etapas: uma para definir cassação do mandato e outra perda dos direitos políticos

Luiza Pollo

27 de agosto de 2016 | 14h59

Foto: Fábio Motta/Estadão

Foto: Fábio Motta/Estadão

 

Os governistas consideram “estapafúrdia” a tese da ala pró-Dilma de fazer duas votações no julgamento final do impeachment. Uma sobre a cassação do mandato e outra para decidir sobre a perda de direitos políticos da petista por oito anos. A ideia foi levantada pelo ex-ministro José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma no processo.

O tema surgiu em reunião de líderes do Senado com o ministro Ricardo Lewandowski, que preside as sessões do impeachment, ainda em abril, quando se definiu o rito do julgamento no plenário do Senado.

Na ocasião, o magistrado disse que era contra dividir as votações. Interlocutores de Lewandowski afirmam, contudo, que não foi uma posição definitiva. Se houver entendimento entre os líderes partidários sua posição pode ser alterada.

“É algo estapafúrdio. Não tem acordo nenhum para isso. A inabilitação é consequência do impeachment. É princípio básico do direito, quando se aplica a pena principal, se aplica o acessório”, afirmou o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Os líderes do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), também disseram que não há acordo para duas votações e repetiram os argumentos de Aloysio Nunes. (Andreza Matais e Daniel Carvalho)

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