Governadores querem serenidade em CPI da Covid-19

Governadores querem serenidade em CPI da Covid-19

Coluna do Estadão

11 de abril de 2021 | 05h00

Foto: Ed Ferreira/Estadão

Wellington Dias (PT-PI) resume o que a maior parte dos governadores e gestores da área de saúde espera da CPI no Senado. A mando do STF, a comissão a ser instalada vai apurar descalabros do poder público, com foco em Jair Bolsonaro e no combate à pandemia da covid-19. “Se a decisão foi de abrir a CPI, que ela não se desvie do seu caminho. O Brasil precisa de muita serenidade, equilíbrio e foco para vencer o coronavírus. Não dá para perder tempo com falsas guerras diárias”, disse. Em resumo, ninguém quer ver uma “CPI das Fake News 2, a luta política continua.”

Lost. Apesar de atentos para as prováveis omissões do governo federal, os Estados temem que um desvio de rota da CPI possa atrapalhar ainda mais o já confuso Ministério da Saúde.

Caneta. Também há o medo de que, entre os técnicos, surja o receio de tomar decisões e assinar despesas. Afinal, Bolsonaro é mestre em levantar suspeitas, muitas sem comprovação, de desvios nas verbas.

No ventilador. Ao menos nove Estados já têm comissões similares à do Senado, como mostrou o Estadão em março, mas gestores avaliam que a CPI da Covid-19 deve acabar mirando Estados e municípios também.

Na trilha. O MDB no Senado quer a presidência ou a relatoria da CPI. Os nomes de Eduardo Braga (AM) e Renan Calheiros (AL) têm circulado. Mas o último, pelo discurso abertamente de oposição, não deve assumir a dianteira.

Poker face. A decisão de Luís Roberto Barroso sobre a CPI da Covid ajudou a embaralhar todas as cartas da articulação política do governo, nas palavras de um assessor palaciano. Em especial, no Orçamento.

SINAIS PARTICULARES.
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal

Pesou… Pesquisa do Instituto Renoma mostra que os moradores da cidade de São Paulo, de alta e de baixa renda, perceberam queda nas receitas das famílias. A sensação é maior entre as mulheres e demais cidadãos com mais de 30 anos.

…no bolso. “O ganho mensal familiar dos brasileiros diminuiu. Está difícil para todos, independentemente da renda”, afirma o sociólogo Fábio Gomes, fundador do Bateiah, instituto ligado ao Renoma.

Estudo. Foram entrevistados 205 eleitores de bairros com moradores de alto e de baixo poder aquisitivo, em 30 de março último. O nível de confiança é de 95%.

CLICK. Marina Silva prestou homenagem ao Príncipe Philip, com lembrança de 2008, quando ele entregou-lhe medalha da ONG WWF pela defesa da Amazônia.

Reprodução/Instagram

Menu. A parcela do empresariado crítica a Jair Bolsonaro se incomodou com o jantar nesta semana por um motivo especial: o mau gosto de um convescote em meio a quase 350 mil mortes por covid-19 no País.

Como? Para o senador Cid Gomes (PDT-CE), irmão do presidenciável Ciro Gomes, “empresário que defende a política de Bolsonaro é suicida”. “Impossível que alguém veja momento favorável aos negócios neste momento”, disse.

Oi… Aloizio Mercadante, ex-ministro de Lula, disse que alguns dos empresários que estiveram no jantar “sempre tiveram excelente diálogo (com o PT) e o fato não mudará isso”.

…sumidos. “Tínhamos muito mais dificuldade de dialogar com o empresariado em 2002 do que agora”, afirmou Mercadante.

PRONTO, FALEI! 

Divulgação

Danilo Medeiros, conselheiro do Instituto de Formação de Líderes (IFL-SP) e ex-assessor de Desestatização do Ministério da Economia: “O leilão de concessões de aeroportos é bastante positivo, principalmente no contexto da atual discussão orçamentária. Porém, é importante que ele seja acompanhado de uma proposta de privatização ou liquidação da Infraero.”

 

COM REPORTAGEM DE MARIANNA HOLANDA (INTERINA) E MARIANA HAUBERT. O COLUNISTA ALBERTO BOMBIG ESTÁ EM FÉRIAS E RETORNA DIA 19 DE ABRIL.

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