Gleisi Hoffmann é hostilizada por passageira em voo

Gleisi Hoffmann é hostilizada por passageira em voo

A senhora é uma vergonha para o Brasil! Sua corrupta. Deveria ser presa", disse a passageira, sendo aplaudida pelos demais

Andreza Matais

19 de dezembro de 2017 | 16h36

Foto: Coluna do Estadão

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi hostilizada por uma passageira num voo de São Paulo para Brasília que desembarcou por volta de meio dia na capital federal. A aeronave já havia aterrissado, mas os passageiros ainda estavam dentro do avião, quando uma mulher encarou a petista e a xingou. “A senhora é uma vergonha para o Brasil! Sua corrupta. Deveria ser presa”, disse ela, sendo aplaudida pelos demais passageiros. A ex-ministra do governo Dilma respondeu e ouviu novos xingamentos, com palavras de baixo calão.

Com a confusão, os passageiros tiveram que esperar cerca de 20 minutos para conseguir desembarcar. A Polícia Federal foi chamada. Segundo relatos, a senadora disse que iria fazer uma queixa contra a passageira.

Procurada pela Coluna do Estadão, a senadora disse que vai processar sua agressora: “Xingar tem sido ação recorrente para políticos. Eu decidi enfrentar de forma diferente, registrar a agressão porque quero processar depois. Xingar é agressão, não é liberdade de expressão.”

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Gleisi e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são réus na Lava Jato acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Ela teria recebido R$ 1 milhão do esquema de propinas da Petrobrás para campanha ao governo de 2010. A acusação contra Gleisi, no STF, tem base nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff. A ex-ministra e seu marido têm negado as acusações.

Gleisi fez três posts no Twitter relatando sua versão:

“Fui agredida aos berros dentro de um avião por uma mulher descontrolada antes de desembarcar em BSB. Como não acho esse tipo de comportamento liberdade de expressão, solicitei a presença da polícia e o desembarque foi suspenso até sua chegada”.

“Eu e a agressora fomos ao posto da polícia federal, onde registrei a ocorrência. Aguardo agora que a filmagem da cena possa se torne pública para que eu possa tomar as providências cíveis e penais cabíveis. A partir de agora, agirei assim em qq situação semelhante.”

“Liberdade de expressão e manifestação não são sinônimo de agressão. Aviso aos navegantes: Nenhuma agressão me constrange, apenas me fará tomar medidas judiciais para conter e penalizar os/as agressores/as.”

 

(Andreza Matais)