Gilmar critica autonomia financeira dos Poderes

Gilmar critica autonomia financeira dos Poderes

Coluna do Estadão

16 Agosto 2017 | 05h30

FOTO DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Por articulação do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), a Câmara votará com urgência projeto que limita salários acima do teto para evitar os supercontracheques no serviço público. A discussão pode ir além. O ministro Gilmar Mendes propõe  que o País rediscuta  a autonomia financeira dada aos três Poderes pela Constituinte de 1988. “A preocupação, na época, era evitar que o Executivo asfixiasse Judiciário e Legislativo. Não era para dar a eles o poder de fazer contracheques gordos. Virou ‘baguncismo. No Judiciário, um festival de maluquices’”. Ele exemplifica: “Todo mundo quer autonomia financeira. A Defensoria Pública conseguiu e a primeira coisa que fez foi dar-se auxílio moradia”.

Mesa-redonda. Uma alternativa, segundo o ministro, seria criar um comitê formado por membros dos três Poderes que discutiria sobre a alocação dos recursos destinados à manutenção dos órgãos públicos.

Não dá. O assunto supersalários volta à pauta depois de a Coluna noticiar que juízes de Mato Grosso receberam meio milhão em julho. Ontem, o CNJ mandou suspender os pagamentos.

Estratégia. A aliados, Michel Temer tem minimizado as ameaças de rebeliões de deputados do Centrão. Avalia que o grupo ladra, mas não morde e diz que vai evitar retaliar traidores para não perder apoio para a reforma da Previdência.

Autoconfiante. Temer tem afirmado a quem o visita que não acredita numa segunda denúncia de Rodrigo Janot contra ele. Acha que o processo de suspeição que move contra o procurador vai ajudar nisso.

CLICK. Próximo de deixar o posto de procurador-geral da República, em setembro, Rodrigo Janot posa para uma selfie com funcionárias da própria procuradoria.

Foto: Beatriz Bulla/Estadão

 

Calma, minha gente. Relator da CPI do BNDES, o senador Roberto Rocha (PSB-MA) “tranquilizou” empresas preocupadas com a comissão. “Se detectarmos o desvio de conduta de alguma pessoa física, a gente não pode necessariamente punir a empresa”, disse.

Suave. Diante de apenas dois colegas na CPI, Rocha prosseguiu: “Quero deixar bem clara essa posição para tranquilizar algumas empresas preocupadas com a CPI”, afirmou.

Ministro!  Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) furou o ministro Henrique Meirelles. Anunciou o valor da meta fiscal a jornalistas no Senado 15 minutos antes do anúncio oficial do governo.

Foco. Em Salvador, o ex-presidente Lula quer partir para o enfrentamento direto com o prefeito ACM Neto. Na quinta, 17, Lula vai andar no trecho de metrô inaugurado por Dilma.

Campanha. ACM Neto avalia disputar o governo da Bahia em 2018 contra o governador Rui Costa (PT).

Violência. A crise da segurança pública voltou a ser tema de preocupação no Congresso. Os presidentes do Senado e da Câmara, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, decidiram acelerar a seleção de projetos que tratam do assunto para votá-los o mais rápido possível.

Cabo eleitoral. Nas andanças por municípios de Pernambuco, o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE) se deparou com prefeitos e vereadores pedindo Tasso Jereissati para presidente da República. Um dos cabeças-pretas, Coelho se aproximou de Tasso no partido.

SINAIS PARTICULARES – DANIEL COELHO
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

 

PRONTO, FALEI!

“O teto constitucional é ficção, um verdadeiro faz de conta! E depois se fala em aumento de impostos. Pobre Brasil”, de CLÁUDIO LAMACHIA, PRESIDENTE DA OAB, sobre pagamento de R$ 500 mil a um juiz.

 

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