General Ramos fala em ‘convivência fraterna’ no governo

General Ramos fala em ‘convivência fraterna’ no governo

Coluna do Estadão

15 de junho de 2019 | 05h00

WERTHER SANTANA/ESTADÃO

O general Luiz Eduardo Ramos, prestes a assumir a Secretaria de Governo para, entre outras missões, melhorar a conturbada articulação Planalto-Congresso, terá como norte a busca do diálogo. “O Exército é pautado pela hierarquia e pela disciplina. No governo, tem que conversar mais, o sistema é diferente, é de convivência fraterna”, afirmou à Coluna. Com uma imagem em que duas pessoas tentam conversar estando em margens opostas de um rio, Ramos diz: a “beleza da política é construir pontes”, mesmo que, no limite, seja preciso ceder.

Ordem… O caminho do convite de Bolsonaro para o general Ramos integrar o governo seguiu a ordem militar: o presidente falou com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, que falou com o comandante-geral do Exército, general Pujol, que ligou para Ramos, por volta de 13h30.

…unida. “O general Ramos é muito importante para o Exército em São Paulo, mas, em Brasília, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, como amigo, sua presença é mais importante para o Brasil”, afirmou Pujol ao ministro da Defesa.

Guardou a farda. Ramos reforça ainda que não será um general na ativa no governo. Assim que assinar o termo de posse, vai para a reserva e perde sua tropa.

Sem turbulência. O futuro ministro não comenta a gestão de seu antecessor na Secretaria de Governo, Santos Cruz, de quem é amigo. “Minha missão é a de continuar a que Santos Cruz já estava cumprindo.”

CLICK. Ramos se encontrou ontem com Bolsonaro pela primeira vez desde que aceitou convite. Na base aérea de SP, foi chamado de “meu ministro!” pelo presidente.

Coronel Abreu / CMSE

Mais próximos… Atendendo à demanda de Sérgio Moro, Jair Bolsonaro deve assinar na segunda-feira medida provisória para permitir que bens apreendidos de traficantes sejam transferidos de imediato para um fundo gerido pela Justiça, sem necessidade de esperar a condenação judicial.

…do que nunca. O texto também deve autorizar a contratação temporária de engenheiros para o Departamento Penitenciário Nacional. O objetivo é acelerar projetos para construção e reforma de presídios com recursos do Funpen.

Na chuva. O presidente da Apex, Sérgio Segóvia, balança na cadeira. Ele era apadrinhado do ex-ministro Santos Cruz. Se cair, será o terceiro a deixar o comando da agência em seis meses de governo.

SINAIS PARTICULARES.

Almirante Sérgio Segóvia, diretor-presidente da Apex

Kleber Sales

República do zap. Em café com jornalistas, Bolsonaro reclamou do politicamente correto e disse que o WhatsApp lhe dá a liberdade de fazer anedotas incorretas. Segundo o presidente, se invadirem o telefone dele, encontrarão piada de “gordinho e careca”.

Ray-ban. O general Augusto Heleno passou a maior parte do café da manhã com jornalistas no palácio de óculos escuros: seguia recomendações médicas após cirurgia nos olhos.

Recurso. O STJ decide na terça-feira se reforma decisão do TJ-RS e leva os réus do incêndio da Boate Kiss a júri popular.

Pressão. Paulo Gontijo, presidente do movimento liberal Livres, critica a decisão de João Doria (PSDB) de vetar a venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol, aprovada pela Assembleia. “O governador não respeita a liberdade de torcedores nem dos comerciantes. São Paulo caminha na contramão”, diz ele.

PRONTO, FALEI!

Deputado Augusto Coutinho. FOTO: CLEIA VIANA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Augusto Coutinho, líder do SD (PE): “O que o governo manda para o Congresso não significa que tem que ser seguido à risca”, sobre fala de Paulo Guedes a respeito do relatório da reforma da Previdência.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU RENATA AGOSTINI

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