Geddel diz que há “estresse natural” da base aliada do governo

Andreza Matais

07 de outubro de 2016 | 14h22

O ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) | Felipe Rau/Estadão

O ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) | Felipe Rau/Estadão

 

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse à Coluna do Estadão que as críticas da base aliada à articulação política do governo são um “estresse natural, que existe desde que ele se entende por gente” e que os problemas pontuais serão resolvidos pelo governo. Perguntado sobre o que motiva o estresse dos aliados do governo, o ministro respondeu: “É o cansaço, essa pressão toda. É algo compreensível.”

Geddel conversou por telefone com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a falta de quórum na sessão de hoje, quando o governo não conseguiu reunir no plenário 51 parlamentares, mesmo tendo em base mais de 300 parlamentares. O número era necessário para garantir a votação da PEC do Teto na segunda-feira. “Vamos resolver isso e a PEC será votada”, afirmou o ministro. A solução será fazer uma sessão extra na própria segunda para contar prazo e possibilitar, no mesmo dia, a votação da emenda que limita os gastos públicos à inflação do ano anterior.

O ministro disse que sua confiança é motivada pelo fato de, após as 9h30, quando as presenças já não valiam mais para contabilizar quórum, o número de parlamentares presentes ter superado os 51 necessários para abertura da sessão.