Fundo Eleitoral banca deputado-presidiário

Fundo Eleitoral banca deputado-presidiário

Coluna do Estadão

01 Outubro 2018 | 05h30

O deputado Celso Jacob (MDB-RJ) trabalha normalmente no Congresso. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Partidos estão destinando recursos do Fundo Eleitoral até mesmo para campanhas de candidatos que começaram a cumprir pena de prisão após condenação da Justiça. É o caso dos deputados federais João Rodrigues (SC) e Celso Jacob (RJ), que buscam a reeleição. O PSD destinou ao primeiro R$ 200 mil do fundo formado exclusivamente por recursos públicos. Já o MDB no Rio de Janeiro deu R$ 500 mil ao segundo. Em junho, Jacob migrou do regime fechado para o aberto. Já Rodrigues só não voltou para a Papuda devido à restrição de prisão no período eleitoral.

Tem para todos. Os TREs catarinense e fluminense negaram o registro aos dois deputados. O do Rio chegou a proibir Jacob de usar recursos do fundo, mas uma liminar do TSE permitiu que ele fizesse campanha. Ambos recorreram.

Com a palavra. Jacob aposta em vitória no TSE para ganhar mais dinheiro. “Tá faltando R$ 1 milhão ainda”, reclama. João Rodrigues gastou tudo. “Ele já tá duro. R$ 200 mil não dá nem pra começar”, diz seu advogado, Marlon Bertol.

O plano. O ex-ministro José Dirceu defendeu ao portal 180 graus, no Piauí, “tirar todos os poderes do Supremo” e mudar até o nome do tribunal. “Não sei por que chamam Supremo. Deveria ser só Corte Constitucional”. Na semana passada, disse que o PT “vai tomar o poder”.

Junto e misturado. Ao portal, ele afirmou que “luta” para eleger Fernando Haddad presidente e já fala em alianças. “Não há nenhum óbice de estarmos juntos no 2.º turno”, afirmou, sobre Ciro Gomes.

Rumo à oposição. Dirigentes do PSDB já especulam sobre um 2.º turno sem Geraldo Alckmin. O secretário-geral do partido, Marcus Pestana, defende não apoiar ninguém nem participar de nenhum governo.

Tá difícil. Embora 25% se defina na última semana, Marcus Pestana diz que o voto útil “opera a favor de Bolsonaro e Haddad”.

Círculo. Se eleito, Jair Bolsonaro deve manter um militar no Ministério da Defesa, hoje ocupado pelo general Silva e Luna. O titular será um colega da sua época de capitão.

SINAIS PARTICULARES. General Silva e Luna, ministro da Defesa, por Kleber Sales.

Top 5. A região Nordeste é a que possui até agora o maior número de denúncias de irregularidades feitas por cidadãos envolvendo campanhas, conforme levantamento do TSE.

Ranking. Até sexta, 28, haviam sido registradas 14.604 denúncias, 5.382 só do Nordeste. Na sequência aparecem as regiões Sudeste (3.940) e Sul (2.134).

‘Lava voto’. Só as denúncias de propaganda eleitoral irregular chegaram a 9.933. São Paulo e Pernambuco lideram as acusações de compra de votos.

CLICK. Coordenador da campanha de Alckmin, ACM Neto divulgou vídeo em que pede união e critica radicalismos, mas não menciona o nome do presidenciável tucano.

Reprodução

Alô. A Federação Nacional dos Policiais Federais cobrou do comando da PF equipamento de comunicação para os agentes que fazem a segurança dos presidenciáveis. No atentado a Bolsonaro, os policiais se comunicaram pelo WhatsApp. Não havia rádio.

The end. O senador Jader Barbalho (MDB) pagou R$ 165 mil do “cotão” parlamentar para uma empresa do sobrinho de sua ex-mulher Márcia Centeno entre 2015 e 2018. O senador diz que ele não é mais casado e não há mais parentesco.

PRONTO, FALEI!

Foto: Divulgação

“A prova maior de que a democracia segue viva é que mesmo governos autoritários procuram se cobrir com ela, ainda que com vestimentas exóticas”, do MINISTRO TARCISIO VIEIRA, DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA.

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