França quer atacar Tarcísio para frear avanço de Bolsonaro

França quer atacar Tarcísio para frear avanço de Bolsonaro

Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes

05 de junho de 2022 | 05h01

Márcio França (PSB) tem dito a aliados que vai aumentar o tom das críticas a Tarcísio de Freitas (Republicanos), o nome de Jair Bolsonaro na eleição em São Paulo. Pretende explorar a ligação do partido dele com a Igreja Universal e mostrar que, a seu ver, o candidato não tem nada de bom gestor. A estratégia de debilitar o bolsonarismo, o maior rival do PT na eleição, pode aumentar o cacife de França para seguir na disputa – o PT quer que ele desista por Fernando Haddad. Por esta lógica, França ajuda a evitar que Tarcísio cresça e puxe com ele Bolsonaro no maior colégio eleitoral do país. O raciocínio já chegou às conversas de Lula, que não se mostrou convencido da saída do candidato do PSB da disputa paulista.

Sinais particulares. Ilustração: Kleber Sales.

PRAZO. Lula não tem feito movimentos para tirar Márcio França da eleição. Nem pediu para o vice, Geraldo Alckmin (PSB), que é amigo de França, intervir. Petistas fixaram como data limite para o desfecho do impasse o próximo dia 15. O deadline não faz parte do calendário de França.

CONJUNTO. A estratégia de atacar Tarcísio agrada também os tucanos, que veem no bolsonarista a sua maior ameaça.

PRONTO, FALEI. Delegado Waldir, pré-candidato ao Senado (União-GO)

“Goiás está dividido: 33% são Lula, 33% Bolsonaro. Eu tenho eleitor tanto na centro-esquerda quanto na centro-direita. Não pode brigar com ninguém.”

CLICK. José Luiz Datena, pré-candidato ao Senado (PSC-SP)

Encontro foi compartilhado por Tarcísio nas redes sociais. Foto: Reprodução

Posou para foto com Tarcísio de Freitas e sofreu críticas de seguidores do aliado nas redes sociais. “Datena jamais”, comentaram os bolsonaristas.

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