Força-tarefa do Rio diz que prorrogação só até janeiro ‘inviabilizará’ os trabalhos

Força-tarefa do Rio diz que prorrogação só até janeiro ‘inviabilizará’ os trabalhos

Marianna Holanda

07 de dezembro de 2020 | 22h21

Augusto Aras. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro disseram, nesta segunda-feira, 7, em ofício enviado ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que a prorrogação dos trabalhos até 31 de janeiro, concedida mais cedo, “inviabilizará” os trabalhos do grupo.

No documento, os 12 procuradores, entre eles o coordenador Eduardo El Hage, alegam que não há tempo útil para a implementação de Gaeco no lugar da força-tarefa sem a descontinuidade das ações. Reforçam, portanto, o pedido de prorrogação por, ao menos, um ano. 

“Insta frisar que a solução de continuidade inviabilizará a condução de diversas ações penais e medidas cautelares atualmente em curso, decorrentes da atuação conjunta, podendo ensejar o descumprimento de prazos, além de outras consequências processuais negativas, acarretando prejuízos imensuráveis ao interesse público”, diz o texto.

O documento afirma ainda que a “prorrogação por tempo insuficiente levará à descontinuação de investigações e processos criminais já instaurados e conduzidos pela força-tarefa”, como as 100 denúncias contra 553 pessoas. Cita ainda outras estatísticas do grupo, como seis acordos de leniência e a colheita de mais de dois mil depoimentos.

Os trabalhos da força-tarefa carioca se encerraria na terça-feira, 7. A  PGR, então, informou a prorrogação até o final de janeiro. Disse ainda que quer que a procuradoria funcione com Gaeco, assim como acontecerá em Curitiba. 

No ofício, os procuradores afirmam ainda que o prazo de 53 dias para o encerramento das atividades da força-tarefa são, na verdade, 24 dias “líquidos”, descontando finais de semana e feriados. Ou seja, menos de um mês.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.