Força-tarefa da Lava Jato pede suspensão dos direitos políticos de Cunha

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Andreza Matais

13 de junho de 2016 | 18h30

O presidente suspenso da Câmara, Eduardo Cunha, é alvo de ação de improbidade administrativa protocolada pela força-tarefa da Operação Lava Jato. Os procuradores pedem a suspensão dos direitos políticos dele por 10 anos, a perda do enriquecimento ilícito de R$ 20,16 milhões “relativo à movimentação das contas não declaradas” e a proibição de contratar com o poder público pelo prazo de 10 anos.

A mesma ação também atinge Claudio Cruz, mulher de Cunha. Ela terá que devolver o patrimônio bloqueado em R$ 4,4 milhões relativo à movimentação na conta Köpek, aberta em seu nome, e que recebeu valores transferidos das contas de titularidade de Cunha.

Para os investigadores, não há dúvidas de que “o deputado Eduardo Cunha se valeu de seu mandato eletivo para sustentar esquema de corrupção [na Petrobrás] e obter vantagens ilícitas, desvirtuando a finalidade da função parlamentar para atender interesses espúrios particulares, comprometendo a imagem da Câmara dos Deputados, além de ter promovido expediente de lavagem de dinheiro no exterior, omitido a existência desse patrimônio e apresentado evolução patrimonial não justificada.”

 

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