FNDE perde R$ 459 milhões do orçamento após escândalo dos pastores

FNDE perde R$ 459 milhões do orçamento após escândalo dos pastores

Mariana Carneiro, Felipe Frazão, Matheus Lara e Gustavo Côrtes

07 de maio de 2022 | 05h02

Quase dois meses após o Estadão revelar o esquema montado por pastores na distribuição de verbas do MEC, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sofreu uma baixa de quase meio bilhão no orçamento. Foram cortados R$ 459 milhões em recursos oriundos de emendas de relator, o chamado orçamento secreto. O dinheiro, porém, não saiu das mãos dos políticos do Centrão. Foi remanejado para outras áreas e irrigou principalmente a Codevasf, companhia que executa obras em Estados do Norte, Nordeste e do Centro-Oeste e que também tem no seu comando executivos apadrinhados por aliados do grupo liderado por Ciro Nogueira (PP-PI) e Arthur Lira (PP-AL).

O ministro da Educação, Milton Ribeiro. Foto: Dida Sampaio/Estadão.

CONDOMÍNIO. O presidente da Codevasf é Marcelo Moreira. Ele foi indicado por Elmar Nascimento (União-BA), que por sua vez é próximo de Lira. No FNDE, a cúpula é compartilhada entre PP, PL e Republicanos.

MUDANÇA. A movimentação de recursos foi registrada em portaria do Ministério da Economia da última quinta. Foi remanejado ao todo R$ 1,588 bilhão em verbas do orçamento secreto. A Codevasf recebeu a maior parte, R$ 815 milhões. O dinheiro será usado no “Apoio a Projetos de Desenvolvimento Sustentável Local Integrado” e no “Apoio à Política Nacional de Desenvolvimento Urbano Voltado à Implantação e Qualificação Viária”.

CLICK. Ciro Gomes, presidenciável do PDT

Foto: Reprodução

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.