Flávio Bolsonaro muda estratégia de comunicação

Flávio Bolsonaro muda estratégia de comunicação

Coluna do Estadão

22 de janeiro de 2019 | 05h00

Senador eleito, Flávio Bolsonaro. Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO

O senador eleito Flávio Bolsonaro tem sido aconselhado a não dar mais detalhes sobre a sua movimentação bancária. Em conversas reservadas, o filho de Jair Bolsonaro foi advertido de que já está diplomado como senador e, portanto, qualquer contradição poderá levá-lo ao Conselho de Ética. Mentir é um dos motivos de cassações de mandatos. Ele foi lembrado de que Renan Calheiros se complicou ao mostrar recibos para justificar pagamentos no caso Mônica Veloso. Renan renunciou à presidência do Senado e levou 11 anos até ser absolvido.

Gasolina na fogueira. Um amigo da família Bolsonaro conta que Flávio é considerado o mais ponderado dos filhos. O problema, diz, é o entorno dele. A estratégia da comunicação será mostrar que seguir os mais radicais pode ser um tiro no pé.

Parem as máquinas. A defesa de Fabrício Queiroz analisa ingressar na Justiça para impedir a imprensa de divulgar novos relatórios do Coaf com a movimentação financeira dele. Argumentará que o documento é sigiloso. Queiroz movimentou em 3 anos R$ 7 mi.

Lupa em tudo. Outra estratégia dos defensores do ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj é periciar todas as transações suspeitas apontadas pelo Coaf. Em casos de outros clientes, os advogados já encontraram erros na papelada.

Fora do radar. De acordo com a resolução 1336/14 do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, todas as transações no valor de R$ 100 mil ou mais em dinheiro vivo devem ser comunicadas ao Coaf. O ex-atleta Fábio Guerra diz ter pago a Flávio Bolsonaro R$ 96 mil.

Manda para mim. Durante a campanha eleitoral, executivos do WhatsApp informaram ao Conselho de fake news do TSE que não poderiam diminuir de 20 para 5 o número de vezes para o encaminhamento de mensagens. A redução foi anunciada ontem a nível global.

Rotativo. Em 21 dias, três nomes já estiveram como presidente substituto do FNDE. João Antônio Lopes de Oliveira foi dispensado. Ele foi designado às pressas pelo ministro após pressão de grupos educacionais que tinham R$ 3 bilhões atrasados para receber do fundo.

Sinal vermelho. A PF abriu inquérito para investigar a decisão do Denatran de trocar as placas dos veículos brasileiros pelo modelo do Mercosul. Pouco antes de deixar o órgão por uma diretoria do Detran de São Paulo, Maurício Pereira recebeu ofício da delegada Danielle Mady pedindo explicações sobre o caso.

Com a palavra. Por meio de nota, Pereira disse que a mudança nas placas já estava em discussão antes de sua gestão e que foi “debatida e aperfeiçoada pelas demandas da população”. O Denatran não comentou.

CLICK. Candidato à presidência da Câmara, o JHC (PSB-AL) apelou e prometeu não usar a residência oficial, o jatinho do FAB, nem 80% dos cargos a que terá direito.

Reprodução Instagram JHC

Subiu no telhado. O acordo para Rodrigo Maia (DEM) e Arthur Lira (PP) revezarem a presidência da Câmara em 2019/2021 foi costurado pelo Centrão, quando o bloco apoiou Geraldo Alckmin à Presidência.

SINAIS PARTICULARES – A SÉRIE

DISPUTA NA CÂMARA 

Arthur Lira, candidato à presidência da Câmara (PP-AL), por Kleber Sales. 

Alô? Três meses após as eleições, Michel Temer ligou para a deputada eleita Joice Hasselmann para cumprimentar pelos 1.078.666 votos. Na conversa, se comprometeu a costurar acordo pela recondução de Rodrigo Maia. Temer é presidente licenciado do MDB.

PRONTO, FALEI!

Janaina Paschoal, autoria do impeachment da ex-presidente Dilma

“Eu não estou acusando ninguém. Pelo contrário, exigindo que todos sejam investigados. O tempo do pacto de silêncio passou”, DA DEPUTADA ESTADUAL ELEITA JANAÍNA PASCHOAL (PSL)sobre o caso de Flávio Bolsonaro.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E ISABELA PALHARES

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