Falta de profundidade em discursos sobre economia vira alerta no time de Moro

Falta de profundidade em discursos sobre economia vira alerta no time de Moro

Camila Turtelli e Matheus Lara

03 de fevereiro de 2022 | 05h00

O ex-juiz e pré-candidato do Podemos à Presidência, Sérgio Moro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A direção do Podemos e aliados próximos do presidenciável Sérgio Moro têm ouvido de empresários de diferentes setores críticas em relação à falta de clareza e de profundidade sobre temas econômicos na pré-candidatura da sigla. As cobranças já repercutem no time do ex-juiz, que tem debatido formas de tentar aproveitar melhor a associação de Moro à agenda anticorrupção no debate sobre inflação, combate ao desemprego e o preço dos combustíveis, por exemplo. Não é unânime entre aliados do presidenciável, por soar simplista e até lembrar a campanha de Bolsonaro em 2018, a ideia de continuar insistindo na tecla única da anticorrupção como solução para todos os problemas.

QUERO VER. Esta semana, um apelo bem direto neste sentido foi feito à deputada federal Renata Abreu durante um encontro promovido pelo Grupo Voto em São Paulo. Empresários pediram à presidente do Podemos que convença o ex-juiz federal a mostrar se entende mesmo de economia.

TROCA. Renata Abreu também foi questionada se Moro pode trocar o Podemos pelo União Brasil, de Luciano Bivar. Ela admitiu que as conversas estão em andamento e que se a mudança for avaliada como a melhor opção para levar Moro ao segundo turno em outubro, ela não será contra a mudança de partido.

Encontro promovido pelo Grupo Voto, de Karim Miskulin (esq.), com Renata Abreu, em São Paulo.

CLICK. Rodrigo Tacla Duran, advogado

Advogado (dir.) registrou encontro com o colega de profissão Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, num hotel na Espanha: “Sempre bom te ouvir”.

HEY, BROTHERS. O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia montou uma versão própria do “jogo da discórdia”, como no reality show BBB, da TV Globo, em que os participantes têm de fazer críticas a seus adversários e aliados. Sem rodeios, Maia publicou que Bolsonaro não faria falta, Moro não é confiável e Paulo Guedes é um “palestrinha”, ou seja, fala demais.

É MEU. Bolsonaristas de saída do PSL devem usar o discurso de que o partido, ao se fundir com o DEM, não existe mais e, com isso, vão reivindicar comando das comissões na Câmara. Eles argumentam que o que deve valer é o nome do parlamentar acordado e não sua legenda. Um exemplo, é o deputado Vitor Hugo que quer o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

NA PAUTA. Parlamentares do Centrão apostam que a liberação dos jogos de azar será um dos primeiros projetos aprovados pelo Congresso nesse ano. Por outro lado, eles já contam com o veto de Bolsonaro.

DE OLHO. O empresário bolsonarista Otávio Fakhoury, atual presidente do PTB em São Paulo, entrou na lista dos cotados para assumir a presidência nacional da sigla de Roberto Jefferson que vive disputas internas pelo comando partidário.

ALL… Considerado um dos termômetros mais precisos da política brasileira, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ainda não colocou todas as cartas na mesa nas eleições presidenciais deste ano.

…IN. Aliados afirmam que Kassab não deve abrir mão, por enquanto, da candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a presidência da República e que o apoio do senador será uma ficha valiosa no jogo durante o segundo turno.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Gilberto Kassab, presidente do PSD

PRONTO, FALEI! Felipe d’Avila, presidenciável do Novo

“Essa próxima janela partidária da política brasileira vai parecer aeroporto em dias de feriado: vai ter gente saindo de um portão e correndo para outro”

ALBERTO BOMBIG ESTÁ DE FÉRIAS E RETORNA À ‘COLUNA DO ESTADÃO’ NO DIA 16 DE FEVEREIRO

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