Êxito da bancada do PSL depende de Bolsonaro

Êxito da bancada do PSL depende de Bolsonaro

Coluna do Estadão

22 de outubro de 2018 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O sucesso e a sobrevivência política da bancada de 52 deputados federais do PSL eleita na onda de Jair Bolsonaro devem depender do resultado de seu eventual governo, caso o candidato saia vitorioso. Foi o que ocorreu com o Partido da Reconstrução Nacional (PRN), que elegeu 41 deputados e cinco senadores em 1990, embalado pela vitória de Fernando Collor. Na eleição seguinte, em 1994, após o impeachment, somente 18 se reelegeram e, desses, apenas um ainda pelo PRN (atual PTC). No Senado, só Albano Franco renovou o mandato, e já no PSDB.

Quem ficou. Dos eleitos em 90 pelo PRN, poucos seguem na vida pública. Entre eles Gilvam Borges (MDB-AP), e o ministro do TCU Aroldo Cedraz. O levantamento foi feito pelo Diap a pedido da Coluna.

Onde estavam. Na época, Jair Bolsonaro elegeu-se deputado pelo PDC. Ele votou pelo impeachment de Fernando Collor. Já Haddad concluía seu mestrado em Economia.

Diferenças. Arnaldo Faria de Sá (PP-SP), eleito à época pelo partido de Collor, pondera que, apesar do número de eleitos, o PRN não fez a maior bancada. Ao contrário de agora. A do PSL só perde para a do PT na Câmara dos Deputados.

SINAIS PARTICULARES. Senador e ex-presidente Fernando Collor; por Kleber Sales.

Ideia. Aliados de Bolsonaro dizem que ele pode transformar a PF numa secretaria nacional. (Ao contrário do que a Coluna informou na edição impressa, a mudança garantiria autonomia financeira ao órgão e permitiria a indicação de um parlamentar para a vaga).

Jeitinho. Próximo de Bolsonaro, o deputado federal delegado Francischini (PSL) é um dos nomes cotados. Mas como foi eleito deputado estadual ele só poderá assumir se renunciar ao mandato.

Tira dúvidas. Gustavo Rocha, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, tem recebido assessores dos candidatos que buscam entender sobre a transição.

Dá tempo? Facebook, Google e agências de checagem de notícias participam da reunião de hoje do Conselho Consultivo do TSE que trata de fake news. Conselheiros acreditam que o tribunal está atuando a reboque dos acontecimentos. “Ninguém quer a essa altura do campeonato ser minimamente identificado com o TSE. A visita é totalmente protocolar”, diz um convidado.

Lupa. A Embrapa tem funcionários com salários superiores aos dos ministros do Supremo. Em um dos casos identificados pela Coluna, a remuneração é de R$ 47.113,00. O valor sofre o abate-teto e o funcionário embolsa R$ 33,7 mil.

Tem mais. Há outro servidor com salário de R$ 37,2 mil. Ele só não recebe o valor total devido à regra do abate-teto. Nos dois casos, os funcionários estão cedidos para o Ministério da Agricultura. A pasta diz que os proventos devem-se a títulos e outros benefícios incorporados na carreira.

CLICK. Rivais no impeachment de Dilma Rousseff, PT e PSDB se uniram no 2º turno das eleições do Rio Grande do Norte. A aliança é contestada nas redes sociais.

Instagram/Paulo Gallindo Filho

Contramão. O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, tem dito nos bastidores que vai votar, para o governo do Rio, no ex-prefeito Eduardo Paes (DEM). A intenção vai contra a dobradinha que os eleitores de Jair Bolsonaro (PSL)  fazem no Rio de votar no ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC).

Meu motivo. Bebianno diz acreditar que Paes fez uma boa gestão na prefeitura e que “o melhor é não arriscar”. Bolsonaro preferiu manter-se neutro na disputa.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

“Os países, como as pessoas, passam pelo que têm que passar, para amadurecerem e evoluírem”, do MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO, DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), sobre a conjuntura nacional.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E CONSTANÇA REZENDE.

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