Evangélicos na pressão contra cortes no Censo

Evangélicos na pressão contra cortes no Censo

Coluna do Estadão

05 de maio de 2019 | 05h00

Vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira. Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A indicação dada pelo ministro Paulo Guedes de redução do orçamento do IBGE e do questionário aplicado no Censo fez os evangélicos se movimentarem. O bispo Robson Rodovalho e o vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira, foram pedir ao presidente Jair Bolsonaro para impedir a tesourada. Em 2010, os evangélicos representavam 22% da população (42 milhões de brasileiros). A contagem oficial ajuda a garantir a força desse segmento que, segundo projeções internas, segue em expansão. Bolsonaro prometeu levar a demanda a Guedes.

E não é só religião. Rodovalho e Pereira ressaltam que o Censo serve como base para elaborar políticas públicas. Monitorar as taxas de natalidade, por exemplo, ajuda a dimensionar a demanda por creches.

Deu ruim. O pronunciamento de Jair Bolsonaro no Primeiro de Maio pegou mal em setores do governo e Congresso. Aprofundou a sensação de que a comunicação é falha e confusa.

Faltou… Os descontentes esperavam uma defesa da reforma da Previdência e mensagens que trouxessem esperança para a massa desempregada. Zero.

… tecla sap. O presidente fez um discurso hermético, cifrado para o povão, sobre “liberdade econômica”. O porta-voz Otávio Rêgo Barros é apontado como autor desse novo desastre.

Chefe deu ok. Segundo a assessoria do porta-voz, , “a autoria e a chancela (do texto do pronunciamento) serão sempre do Presidente”.

Ah, entendi… A assessoria do porta-voz diz ainda que a MP da liberdade econômica ampliará “o número de vagas de trabalho”.

CLICK. Até quando se casou com Michele, em 2013, o presidente citou seu histórico militar em uma publicação: “Sentimento que me fez voltar aos tempos de cadete”.

Segue. Oficializado em edição extra do Diário Oficial de sexta-feira, o almirante Sérgio Segóvia pediu carta branca para demitir e nomear na Apex. Em paralelo, segue o movimento contra a nomeação, questionando sua experiência na área.

Custo alto. De janeiro a março, a Assembleia-SP gastou R$ 4,1 milhões em despesas de gabinete (exceto pessoal) e ressarcimento de hospedagens, com os 155 deputados, entre titulares e suplentes, que exerceram mandato no período.

Extremos. A campeã de gastos no período é Marcia Lia (PT), com R$ 99,5 mil. Na outra ponta, Bruno Caetano (PSDB) e José Bittencourt (PRB) foram os mais econômicos da última legislatura (encerada em 15 de março). Ambos não realizaram despesas com gabinete nem com hospedagens.

Com a palavra. A deputada Márcia Lia diz que realiza trabalho parlamentar em várias regiões do Estado e coordena três frentes da Casa. Para Caetano, que apresentou cinco projetos e aprovou uma lei em 45 dias, “é possível exercer bom mandato gastando pouco”.

Missão. Eduardo Bolsonaro terá trabalho pesado à frente do PSL paulista. São inúmeras desavenças internas, brigas pelos diretórios municipais e as denúncias contra dirigentes.

SINAIS PARTICULARES

Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP)

Ilustração: Kleber Sales

Cheguem mais. Bolsonaro convidou governadores do Nordeste para encontro no próximo dia 9. São eles os mais resistentes à reforma da Previdência.

A SEMANA

Terça-feira, 7

Relatório da MP 870 será apresentado na comissão Especial

A medida, que altera atribuições de ministérios e extingue pastas, enfrente resistências de parlamentares do Centrão.

Quarta-feira, 8

Sérgio Moro participa de audiência pública na Câmara

O ministro foi convidado para falar sobre o decreto que regulamenta a posse de armas e sobre o pacote anticorrupção.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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