Eunício dá prazo para governo explicar meta

Eunício dá prazo para governo explicar meta

Luiza Pollo

11 Agosto 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

O presidente do Congresso, Eunício Oliveira, deu prazo até segunda para o governo apresentar dados que justifiquem ser inevitável a revisão da meta fiscal de 2017 e 2018 para permitir um rombo maior. Ele avisou ao presidente Michel Temer que a aprovação da eventual medida, ainda em discussão na equipe econômica, vai enfrentar resistências no Congresso. Por essa razão, pediu um “prazo para pensar” até o início da semana. Uma mudança na meta precisa ser aprovada no Congresso. Cabe aos presidentes das duas Casas pautar o tema.

Tenso. Eunício também disse ao presidente em reunião no Planalto ontem que tratou da crise fiscal: “Não estou aqui para trabalhar para o sistema financeiro, mas para o povo”.

Bingo! De todas as medidas que pensou para fazer caixa, o governo recebeu apoio da base em uma delas: o fim do auxílio-reclusão. A economia seria de R$ 600 milhões em 2018.

Mais lenha. O ex-presidente FHC fez apenas uma sugestão ao polêmico programa partidário do PSDB, que foi acatada. O partido vai dizer que errou, junto com outras siglas, ao ajudar a transformar o presidencialismo de coalizão em “presidencialismo de cooptação”.

Me errem. O marqueteiro do PSDB, Einhart Jacome, responde aos que dizem que a chamada para o programa do partido, que será veiculado dia 17, tem erros históricos. “Bobagem. Procuram pelo em ovo.”

Explique-se. O desembargador Paulo Barros abriu sindicância para apurar a conduta do juiz Marcelo Lemos, de Alagoas, que teria se ausentado do trabalho para participar de ato pró-Lula quando o petista foi inquirido pela Lava Jato.

De novo. No despacho, o desembargador menciona que o mesmo juiz presidirá hoje, em Curitiba, o ‘Tribunal Popular para julgar a Lava Jato’, organizado por um grupo de advogados.

Outro lado. O juiz nega ter participado do ato pró-Lula. “Até gostaria de ter apertado a mão dele”, diz. Ele afirma que estava em Curitiba em maio, mas para outro compromisso. “O corregedor, qualquer fato que se refira a um magistrado, ele tem o direito de averiguar”.

Contra-ataque. Punido pelo presidente do PMDB, Romero Jucá, por ter votado contra Temer, o deputado Vitor Valim (CE) reagiu: “Sinto-me como se estivesse ganhando a mais alta comenda dada pelo povo. Todos conhecem Jucá”.

Crise. O governo da Argentina está preocupado com a presença de deputados ligados a Cristina Kirchner em audiência pública na Câmara dia 16 para discutir a compra da Petrobrás Argentina pela Argentina Pampa Energia.

Calma. O presidente da comissão de fiscalização, Wilson Filho, tranquilizou o governo Macri. Avisou que o regimento não permite dar a palavra a quem não foi convidado para falar.

Em família. Em prisão domiciliar, o procurador Ângelo Goulart pediu e a Justiça permitiu que ele viaje para o Rio de Janeiro entre os dias 11 e 13 de agosto para celebrar o Dia dos Pais ao lado da família.

Acatado. A defesa alegou que o pai do procurador se encontra impossibilitado de se locomover por problemas de saúde. Goulart é acusado de receber propina para dar informações à JBS.

É isso. A posse de Raquel Dodge será no Planalto para que Rodrigo Janot, inimigo de Temer, não vá.

CLICK. Gilmar Mendes brincou com o erro de sua assessoria que incluiu na agenda dele audiência com a “ministra” Raquel Dodge. “Pode ser um vaticínio”, ironizou.

Mais um. O PHS, liderado pelo deputado mineiro Marcelo Aro, sinalizou sua preferência em apoiar o prefeito João Doria na disputa pela Presidência.

Tamo sabendo. A cúpula do PSDB trabalha com a informação de que Doria negocia com o DEM. “Estamos badalados”, comemora um demista.

SINAIS PARTICULARES. João Doria, prefeito de São Paulo // Ilustração: Kleber Sales

War. O ministro Aloysio Nunes tem um conselheiro especial quando o tema é Coreia do Norte. Seu neto Francisco, de nove anos. A cada novo teste de armamento, pergunta se haverá uma terceira guerra.

PRONTO, FALEI!

Herman Benjamin, ministro do STJ e do TSE

“O Congresso precisa aprovar medidas que reduzam custos das campanhas para impedir que a televisão se transforme em palco de guerra de egos de marqueteiros.”