Estudo indica lentidão no combate à covid-19

Estudo indica lentidão no combate à covid-19

Coluna do Estadão

27 de outubro de 2020 | 05h00

Médicos tratam paciente com coronavírus Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A pesar de o novo coronavírus ter se transformado em preocupação ainda no final do ano passado na comunidade científica internacional, o dinheiro do governo federal para o combate e a prevenção à covid-19 só chegou aos rincões do País quando a pandemia já estava devidamente instalada por aqui. Segundo levantamento feito pela startup Inteligov, foi em março que as transferências diretas da União para os municípios ultrapassaram R$ 1 milhão. Naquela altura, contudo, o Brasil já somava cerca de 200 mortes e registrava mais de 5.000 casos.

The flash. Em fevereiro, o Brasil tinha dois casos confirmados, mas nada de repasse direto de verbas. Hoje, o montante chega a quase R$ 40 bilhões. A Inteligov cruzou os dados oficiais do Ministério da Saúde sobre a pandemia com os repasses diretos de verbas.

Cadê? Manaus e Rio de Janeiro foram as capitais que menos receberam do governo federal repasses diretos por habitante para o combate ao coronavírus até agora. Em média, R$ 188 e R$ 121, respectivamente, segundo a Inteligov, que faz o monitoramento do Executivo e do Legislativo.

Carteira. A diferença é grande na outra ponta: Vitória recebeu um valor seis vezes maior, quase R$ 750 por habitante. Em seguida, aparece Florianópolis, com R$ 615. O levantamento não leva em conta doações a Estados, nem as famosas emendas parlamentares.

Investimento. Os municípios de Roraima foram os que, somados, mais receberam dinheiro da Saúde por habitante: R$ 289.

Com a palavra. Para definir os repasses, o Ministério da Saúde disse ter considerado o tamanho da população e a média de recursos transferidos para atenção hospitalar em 2019.

Vai sair… O governo federal terá de apresentar ao STF seus argumentos jurídicos a respeito da não obrigatoriedade da vacina em cinco dias. É este o prazo concedido à AGU pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator das quatro ações sobre o tema no Supremo.

…faísca. Enquanto isso, Bolsonaro segue achando que vacina obrigatória é só para seu cachorro Faísca.

SINAIS PARTICULARES.
Jair Bolsonaro,  presidente da República

Kleber Salles

Tucanos. João Doria e Bruno Covas vão juntos às urnas no dia 15 de novembro. O governador e o prefeito pretendem dar uma demonstração de união.

Tapetão. A Justiça Eleitoral concedeu direito de resposta à campanha de Celso Russomanno em inserções de rádio do prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

O motivo. A propaganda tucana, veiculada no último dia 20, dizia que o candidato do Republicanos “declara que pobre morador de rua não pega covid-19 porque não toma banho”.

Pera lá. O problema, segundo o juiz Emílio Migliano Neto, foi a utilização do termo “pobre”, não dito por Russomanno: “Afirmação injuriosa”. O MP Eleitoral havia se manifestado pela improcedência do pedido de resposta. Os advogados de Covas vão recorrer.

Pera lá 2. “Colocaram na boca do candidato Russomanno palavra que em momento algum ele fez uso ao ser entrevistado”, disse na decisão. O juiz conclui que “os requeridos transbordaram o direito de crítica, ofendendo a honra” do candidato do Republicanos. 

CLICK. A deputada federal Tabata Amaral, tratada como “infiel” pela direção do PDT, em campanha com Marina Helou, candidata à Prefeitura de São Paulo pela Rede.

Coluna do Estadão

Juntos. Relatório da Poliarco Inteligência Política sobre as candidaturas da região metropolitana de SP aponta uma aliança entre PSDB e DEM em mais da metade dos municípios em que os tucanos são cabeça de chapa. Segundo a consultoria, a “direita” está mais estruturada nesse cenário.

PRONTO, FALEI!


Gilmar Mendes, ministro do STF: “Não deixa dúvidas sobre nosso cenário desolador, que envolve tráfico, as milícias, a violência policial e o racismo”, sobre o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MARIANNA HOLANDA

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