Estados querem manter aliança criada nos anos de Bolsonaro após eleições

Estados querem manter aliança criada nos anos de Bolsonaro após eleições

Camila Turtelli, Matheus Lara e Gustavo Côrtes

12 de abril de 2022 | 05h00

Registro do primeiro encontro de governadores ainda em 2018, após a eleição. Relação se fortalecer de lá para cá. Foto: Divulgação/João Doria

Já de olho no pós-eleição e depois de mais de três anos de relação conturbada com o governo federal, Estados têm discutido formas de fortalecer institucionalmente a união de governadores firmada durante os últimos anos de gestão Bolsonaro. A relação próxima que se instituiu entre as unidades federativas, resposta política à dificuldade de contato com o presidente, é algo inédito na história do País e fortaleceu órgãos como o Fórum de Governadores, consórcios estaduais e os conselhos nacionais de secretários de Estado. Uma das preocupações entre eles agora é como manter esta relação para garantir a continuidade de projetos e iniciativas nos próximos quatro anos.

CAMINHO. Uma saída possível é menos política e mais técnica. O Conselho Nacional de Secretários de Administração (Consad), por exemplo, prepara uma cartilha para governadores eleitos ou reeleitos em outubro sobre continuidade.

TO-DO LIST. O Conselho estabelece 10 eixos prioritários para manter avanços conquistados nos últimos três anos: entre eles, estão temas ligados a governo digital, concessões e PPPs, comunicação institucional e formação de lideranças em gestão pública e governança ambiental.

NO RADAR. Especialista em estratégia e inovação, Paula Sampaio deixou a XP para assumir posto no governo paulista, onde vai coordenar as iniciativas do sandbox regulatório do marco legal das startups. O PSDB paulista quer lançá-la para disputar vaga na Câmara em outubro.

FOTO. Deu pano pra manga entre os adversários de Bolsonaro vídeo em que ele aparece com o deputado Éder Mauro (PL-PA) divulgando sua ida ao Pará no dia 28. No fim do mês passado, o irmão do parlamentar, Amaurivaldo Cardoso Barra foi alvo de busca e apreensão e exonerado do comando da Secretaria Nacional de Pesca no Pará, em investigação sobre fraudes no Seguro Defeso.

PESCADO. A Operação Tarrafa investiga desvio de R$1,5 bilhão em pagamentos de benefícios de 1.340 municípios brasileiros. Amaurivaldo tem dito que só irá se manifestar ao final das investigações.

NÃO FOI ELE. Mauro defende o irmão. “Do que conheço do meu irmão, sei de sua índole. A questão de sua senha ter sido usada indevidamente em outros estados e no Pará, e ainda hackeada, vai ser esclarecida pela PF, não tenho dúvida”.

AMIGO. Jaques Wagner, que representava Lula na Brazil Conference, disse que circulou solto pelo evento e que conversou com todo mundo. “Quem andava cheio de seguranças e fazendo várias exigências era o ex-juiz (Sérgio Moro)”, escreveu no Twitter.

ESCOLA. A revelação do esquema de “escolas fakes” pelo Estadão, balançou a situação do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, um dos principais articuladores da pré-campanha de Jair Bolsonaro (PL).

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil

 

PRONTO, FALEI! Renan Calheiros, senador (MDB-AL)

“O MDB é um partido com projetos estaduais e é preciso que nós tenhamos uma estratégia eleitoral que ajude nos palanques nesses Estados”

CLICK. João Doria, presidenciável do PSDB, no Arquivo Público de Rio de Contas, vê documentos de 1915 que mostram passagem de seu avô, Nelson da Costa Doria, na Chapada Diamantina.

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