Estados perguntam a ministério se devem, afinal, reservar vacinas para segunda dose

Estados perguntam a ministério se devem, afinal, reservar vacinas para segunda dose

Coluna do Estadão

24 de fevereiro de 2021 | 05h00

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Com idas e vindas na orientação do Ministério da Saúde sobre a reserva para aplicação de segunda dose da Coronavac, os municípios estão pressionando os Estados por uma decisão final: o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) encaminhou ofício para a pasta pedindo orientação formal sobre o que fazer com o estoque atual e com as doses previstas para chegarem até o início do próximo mês. O ministério os orientava pela reserva da segunda dose da Coronavac até a semana passada, quando Eduardo Pazuello disse o contrário.

Explicando… “Estão ocorrendo interpretações divergentes, inclusive, quanto à utilização das doses já distribuídas nas etapas anteriores e ainda reservadas para aplicação da segunda dose, o que vem gerando pressão sobre as coordenações estaduais de imunização”, diz trecho do documento.

…para confundir. Em reunião com prefeitos, Pazuello pediu a todos que usem as novas doses da vacina para acelerar a imunização. Formalmente, não houve mudança na orientação.

Help. O aval do STF para que Estados e municípios comprem vacinas foi comemorado, mas há problemas: “Disposição para comprar nós temos, mas não temos fornecedor. Não identificamos ninguém com pronta entrega”, afirma Renato Casagrande (PSB-ES).

Ainda demora. Apesar de ter prometido incluir os professores no grupo prioritário de vacinação, o ministério calcula que a partir da terceira semana de março é que o envio de doses, de acordo com o cronograma apresentado, estará normalizado, ou seja, constante e dentro do previsto.

E aí? O Pará se incomodou com a participação de Pazuello na reativação do hospital de campanha de Santarém. Para a gestão paraense, o ministro quis capitalizar a abertura de leitos para pacientes com covid-19, mesmo não tendo destinado recursos ao hospital.

SINAIS PARTICULARES.
Eduardo Pazuello, ministro da Saúde

Ilustração: Kleber Sales

Mais um, o segundo. A Executiva Nacional do PSL recebeu novo pedido de expulsão de Daniel Silveira. Liderados por Júnior Bozzella, sete deputados alegam que o colega “defende o autoritarismo e o retorno de medidas ditatoriais”.

Peraí. Eduardo Leite (PSDB-RS) afirma que o fim do piso para saúde e educação na PEC Emergencial “está dentro da motivação oportuna de menor engessamento do Orçamento, mas talvez careça de uma reflexão mais forte sobre impactos e alternativas”.

Qual é. Fátima Bezerra (PT-RN) afirmou: “Muita falta de sensibilidade querer resolver o auxílio emergencial fragilizando os recursos de duas áreas essenciais, como educação e saúde, especialmente diante de um momento dramático”.

CLICK. A prefeitura de Paulo Afonso (BA) aproveitou a eliminação no BBB para pedir que a população fique em casa: “Só quem pode sair hoje da casa é Karol Conká”.

Divulgação

Calculadora… Aliado de Bolsonaro, o empresário Flávio Rocha, da Riachuelo, defendeu a intervenção do presidente na Petrobrás. Segundo ele, havia “má vontade da gestão anterior”.

…na mão. Rocha disse ser importante a criação de “critério claro, matemático e conhecido de precificação” dos combustíveis.

Agora vai! Entidades dedicadas à Justiça Eleitoral, como a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), mandaram ofício a Arthur Lira (PP-AL), em apoio à iniciativa de rever o Código Eleitoral.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado

Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa: “A pressão maior é dos 240 mil mortos. É pesada e exige ações concretas e bem feitas. As outras, a gente tem de lidar e o Brasil vai fazendo as suas escolhas.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.