Esquema em fundos de pensão pode ter beneficiado políticos com doação eleitoral

Neste primeiro momento, o chamado "núcleo político" do esquema criminoso ainda não está delineado

Coluna do Estadão

05 de setembro de 2016 | 08h18

Agentes da PF durante a Operação Custo Brasil, em São Paulo. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO

Agentes da PF durante a Operação Custo Brasil, em São Paulo. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO

 

A Operação Greenfield, deflagrada nesta segunda-feira pela Polícia Federal investiga suspeitas de interferência política para que determinados investimentos que causaram prejuízos aos fundos de pensão fossem realizados. Uma outra linha de apuração é sobre se houve financiamento de campanhas eleitorais com recursos dos fundos.

Neste primeiro momento, o chamado “núcleo político” do esquema criminoso ainda não está delineado. Os mandados e outras ações cumpridas hoje foram determinadas pela 10a Vara Federal de Brasília, o que significa que não há alvos com prerrogativa de foro nesta etapa da operação.

São investigados os quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef (Caixa Econômica), Petros (Petrobrás), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios).

Os investigadores focaram em dez casos que provocaram déficits bilionários nos fundos de pensão. Desses, oito estão relacionados a investimentos realizados de forma temerária ou fraudulenta, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações). (Andreza Matais, Fabio Serapião e Fábio Fabrini)

 

 

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: