Escolha para o TST indica que Moro pode não ser consultado sobre PGR

Escolha para o TST indica que Moro pode não ser consultado sobre PGR

Juliana Braga

07 de maio de 2019 | 07h00

Foto: Dida Sampaio/Estadão

A escolha de Evandro Valadão para o Tribunal Superior do Trabalho foi lida no meio jurídico como um indicativo de que a participação do ministro Sérgio Moro na indicação do próximo procurador-Geral da República será reduzida.

O presidente Jair Bolsonaro optou pela sugestão do filho, Flávio, preterindo o nome pelo qual Moro nutria simpatia.

A quem o questiona sobre o assunto, o ministro diz que ainda é cedo para opinar, já que a lista tríplice sequer foi definida. Mas para quem acompanha a disputa, a percepção é de a interferência nesse tipo de escolha, um chamariz da cadeira ocupada por Moro, será concedida a ele somente quando for da conveniência do presidente.

Esvaziado. Tradicionalmente, os ministros da Justiça são consultados pelos presidentes. José Eduardo Cardozo e até Alexandre de Moraes, em sua passagem relâmpago pelo ministério, tiveram participação nas escolhas para o posto mais alto do Ministério Público.

Entalado. No círculo próximo de Bolsonaro, há dúvidas sobre as chances de Raquel Dodge ser reconduzida. Aplaudem o empenho dela pela prisão em segunda instância, mas criticam sua posição contrária ao voto impresso, umas das pautas favoritas do presidente.

O 01. Bolsonaro já disse que não se limitará à lista tríplice para escolher o próximo PGR.

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