Equipe de Guedes estuda contribuição patronal em capitalização da Previdência

Equipe de Guedes estuda contribuição patronal em capitalização da Previdência

Coluna do Estadão

30 de janeiro de 2019 | 05h00

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, está perto de encontrar uma fórmula para que o sistema de capitalização a ser criado com a reforma da Previdência não repita integralmente o modelo chileno. Guedes estuda incluir um aporte patronal no acúmulo das contribuições individuais. Em tradução livre para quem não fala “economês”: o empregador pagará um porcentual sobre o quinhão do trabalhador. No Chile, onde os patrões não contribuem, as pensões acabam sendo menores do que as esperadas pelos aposentados.

Modelo. Na capitalização, o segurado contribui para uma conta individual. O benefício é calculado em cima desses depósitos. O regime complementar dos servidores públicos, que tem aporte da União (empregadora), funciona mais ou menos assim no Brasil.

Sem peso. Para não sobrecarregar as empresas, uma das proposta é reduzir a contribuição delas no regime geral (a regra atual da iniciativa privada). Paulo Guedes tem falado sobre a importância de desonerá-las.

Mão dupla. Também está em estudo como será a transição para esse sistema de capitalização. Um possibilidade é emitir títulos públicos para cobrir a complementação da aposentadoria de quem já passou anos pagando só pelo regime geral.

O escolhido. O Ministério da Defesa mapeia quem poderia ser o relator da reforma da Previdência dos militares. Identificou sete deputados militares que teriam mais capacidade de compreensão das suas demandas. O preferido é o General Peternelli (PSL-SP).

Prêmio de consolação. Simone Tebet diz que não aceitará a Comissão de Constituição e Justiça, caso seja preterida pela bancada do MDB para concorrer à Presidência do Senado. “Ficaria parecendo conchavo.”

Sonho meu. A direção do PSOL dá Rodrigo Maia (DEM-RJ) como vitorioso na disputa pela presidência da Câmara, mas ainda espera apoio de PT e PSB a Marcelo Freixo (RJ).

Ponto. A decisão da Vale de desativar o dique de Brumadinho ocorreu um dia após o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) ter classificado esse modelo de barragem como “superado, antigo e com risco inerente”. O governo comemorou.

SINAIS PARTICULARES. Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente; por Kleber Sales

Meiuca. Está difícil para Romeu Zema (Novo) espetar a pesada conta de Brumadinho na gestão de seu antecessor. O atual governador de Minas manteve apenas um integrante do primeiro escalão de Fernando Pimentel (PT): justamente o secretário de Meio Ambiente, Germano Vieira.

DNA. Ao menos três secretários (Governo, Saúde e Reforma Administrativa) são tucanos com passagens pela gestão Aécio-Anastasia. O líder do governo na Assembleia Legislativa, Humberto Carneiro, também é filiado ao PSDB.

CLICK. Enquanto nos bastidores a bancada do MDB está dividida entre Renan Calheiros (AL) e Simone Tebet (MS), o perfil oficial da sigla no Twitter fala em unidade.

Reforço. Nizan Guanaes informa que está auxiliando a Vale no caso da tragédia de Brumadinho, mas não precisou ser contratado para a função. A agência África, que tem o publicitário como um dos fundadores, já cuida da comunicação da mineradora há um ano.

De olho. A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, multou a TIM em R$ 9,7 milhões por cobrar por serviços como horóscopo e jogos sem a solicitação do cliente. A punição está publicada no Diário Oficial de hoje. A TIM pode recorrer.

PRONTO, FALEI!

José Adércio Sampaio, procurador federal. Foto: Reprodução/Conselho Nacional do Ministério Público

“A atual legislação não nos dá nenhum conforto de que as barragens apontadas como seguras não estão sob risco”, do procurador federal, coordenador da força-tarefa de Mariana, Josér Adércio Sampaio, sobre o que o Brasil não aprendeu com Mariana.

COM REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook:facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.