Ensino domiciliar será novo desafio governista

Ensino domiciliar será novo desafio governista

Alberto Bombig

01 de abril de 2019 | 05h00

Crédito: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Ainda em ajuste na relação com o Congresso, o presidente Jair Bolsonaro tem um novo desafio real e imediato no Parlamento: a regulamentação do ensino domiciliar, promessa para os primeiros cem dias de governo. A ministra Damares Alves está fazendo o dever de casa e vai à Câmara amanhã para o o lançamento da Frente Parlamentar pela Implementação do Ensino Doméstico. Projeta o apoio de 300 deputados, o que seria um bom começo. Mas, como as outras pautas prioritárias do governo enfrentam dificuldades, a equipe dela está em alerta.

Qual caminho?. O texto já está na Casa Civil para um ajuste fino. O Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos avalia se envia uma medida provisória ou se abraça algum projeto já em tramitação.

Alinhados. O autor do pedido de criação da frente, deputado Doutor Jaziel (PR-CE), já se reuniu com a ministra Damares Alves mais de uma vez.

O céu… O anúncio do pedido de aumento de 141% para os salários de diretores da Eletrobras criou um sentimento de urgência nos ministros do TCU sobre a necessidade de estabelecer um teto para remuneração das estatais brasileiras.

…é o limite? Se aprovado, o pagamento para a cúpula saltará de R$ 7,8 milhões para R$ 15,1 milhões anuais. O assunto está previsto na pauta de quarta-feira.

SINAIS PARTICULARES

Delegado Marcelo Eduardo Freitas (PSL-MG), relator da reforma da Previdência na CCJ da Câmara

Crédito: Kleber Sales


De olho.
O governo federal montou força-tarefa para acompanhar a situação do bairro de Pinheiro, em Maceió. O solo da região, onde moram 30 mil pessoas, está cedendo. A suspeita é de relação com a mineração de sal gema.

O perfil. Na Operação Luz na Infância, deflagrada pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, chamou a atenção o perfil dos presos. Em SP, duas mulheres foram alvos. Também estão na lista dois professores.

Não desiste. O deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) quer ressuscitar no Congresso o projeto da criminalização da homofobia. O Supremo interrompeu o julgamento do tema, no mês passado, quando 4 dos 11 ministros já haviam votado pela criminalização.

Bastidores. Os delegados da Polícia Federal Jorge Pontes e Márcio Anselmo lançam amanhã em Brasília o livro Crime.org (Objetiva). Na obra, ao contarem suas experiências à frente de grandes operações, detalham pressões políticas em grandes investigações.

Vem aí. A Lava Jato de SP promete. Embora não tenha entrado no mesmo ritmo que as de Curitiba, Rio e Brasília, as investigações na capital paulista, segundo delegados da PF, vão render muitas operações neste ano, em inquéritos que miram PSDB e o PT.

Tô fora. A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) afirma que não pretende se candidatar a prefeita de São Paulo, como cogitou seu partido. “Reitero meu compromisso de exercer os quatro anos de mandato.”

Com a palavra. O secretário Alexandre Baldy (Transportes) diz que doou seus salário para entidades assistências e que as multas por atrasos em reuniões, aplicadas pelo governador João Doria, também têm destino semelhante. Os atrasos ocorreram, segundo ele, por estar cumprindo compromissos da função.

CLICK. Carlos Bolsonaro comemorou nas redes “o primeiro acordo assinado entre Brasil e Israel, beneficiando faculdades, escolas e institutos de pesquisa do País”.

Crédito: Carlos Bolsonaro


PRONTO, FALEI!

Sóstenes Calvante (DEM-RJ): “Lamento a decisão do presidente Jair Bolsonaro de abrir só um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém; confio que o presidente tem uma só palavra.”

 

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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