Empresários pedem e 300 militares já dirigem caminhões privados

Empresários pedem e 300 militares já dirigem caminhões privados

Coluna do Estadão

29 Maio 2018 | 05h30

FOTO: ESTADÃO

Empresários já solicitaram às Forças Armadas 300 militares para dirigir caminhões que estão parados por causa da greve de seus motoristas, iniciada há nove dias. Há 1.500 militares de prontidão para atender à demanda. O governo também autorizou os militares a transportar caminhões de autônomos, seja atendendo quem se sentir acuado a aderir à greve ou por requisição de bem. Não houve aplicação, até o momento, do decreto que autoriza a requisição de veículos particulares necessários ao transporte rodoviário de cargas essenciais.

Só empresas. Por enquanto, os militares só estão dirigindo caminhões de transportadoras. As Forças Armadas ainda não receberam requisição feita por motoristas autônomos.

Apaga a luz. A maior preocupação do governo ontem era com a greve dos petroleiros. Oficialmente, o Planalto diz que esse é um problema para a Petrobrás resolver, mas nos bastidores acompanha com atenção. Teme que a paralisação marcada para quarta contamine outros setores.

Às favas. Embora alertado pela área técnica de que medidas anunciadas para atender os caminhoneiros podem ser contestadas na Justiça, o governo cedeu ao argumento de que é melhor a batata quente no colo do Supremo do que no seu.

Quem paga? A mais polêmica das MPs é a que isenta caminhoneiros da cobrança do eixo suspenso de pedágio. Não há dúvidas no Planalto de que as concessionárias de rodovias vão questionar judicialmente o prejuízo causado a elas pela nova lei nacional.

Toma lá… Para evitar que as concessionárias compensem o prejuízo com aumento no pedágio cobrado dos demais motoristas, o governo pode prorrogar o prazo das concessões ou isentá-las de fazer investimentos obrigatórios nas vias.

Caindo. O governo identificou uma redução no apoio à greve dos caminhoneiros nas redes sociais. Na sexta, 53,5% dos posts eram favoráveis ao movimento. Ontem, caiu para 34,5%.

Reataram. “A paz está estabelecida”, comemorou o ministro Carlos Marun (articulação política) citando o presidente Temer, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira. Os três passaram a semana passada um falando mal do outro.

SINAIS PARTICULARES: Carlos Marun, ministro da articulação política; por Kleber Sales

Liberado. Ao contrário dos ministros do STF e do TSE, os integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não se reunirão para sessões de trabalho nesta semana, já reduzida com o feriado de Corpus Christi.

Ah tá. Uma resolução do próprio STJ prevê sessões nas primeiras quatro semanas de cada mês. Esta semana, de 28 de maio a 1.º de junho, é a quinta do mês de maio. De acordo com a assessoria do STJ, as atividades dos ministros “serão desenvolvidas nos gabinetes ou nas comissões”.

CLICK. Na tarde de ontem, alguns McDonald’s em Brasília não tinham nenhum dos seus sanduíches para venda devido ao desabastecimento provocado pela greve.

Ato secreto. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, recebeu ontem no fim do dia a procuradora-geral, Raquel Dodge, no gabinete. O encontro não foi registrado na agenda delas. Foi marcado de última hora, dizem.

Trem da alegria. O Senado aprovou ontem MP relatada pelo senador Romero Jucá (MDB-RR) que efetiva como servidor federal quem teve vínculo com os ex-territórios de Rondônia, Roraima e Amapá até 1993. O custo é de R$ 3 bilhões.

PRONTO, FALEI! 

Deputado Beto Mansur (MDB-SP) Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

“Não tem almoço de graça. Quem vai pagar a conta das isenções aos caminhoneiros é a população brasileira”, DO VÍCE-LÍDER DO GOVERNO NA CÂMARA, BETO MANSUR (MDB-SP), sobre as reduções no óleo diesel para a categoria.

COM NAIRA TRINDADE. COLABORARAM TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA

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