Cotado para equipe de Bolsonaro defende promoção de veículos de imprensa “éticos e comprometidos com o Brasil”

Cotado para equipe de Bolsonaro defende promoção de veículos de imprensa “éticos e comprometidos com o Brasil”

Coluna do Estadão

21 de outubro de 2018 | 05h30

O empresário Fabio Wajngarten, ao lado do candidato Jair Bolsonaro. Crédito: Arquivo pessoal

Cotado para assumir a Secretaria de Comunicação Social de Jair Bolsonaro, caso eleito, o empresário Fabio Wajngarten defende a criação de empresa pública voltada para a realização de pesquisas de opinião que ajudem o presidente a “tomar decisões e não ser pego de surpresa”. A “Brasil Barômetro” faria levantamentos de temas ligados a comportamento, segurança, saúde e cidadania. Fabio defende, ainda, a promoção dos veículos de comunicação “éticos e comprometidos com o Brasil”. “O País merece e precisa ter uma comunicação forte.”

Como é. A utilização de pesquisas para basear decisões governamentais já ocorre, mas o serviço é contratado de empresas privadas. O governo Temer, por exemplo, vai abrir licitação dia 24 para contratar uma empresa de pesquisa por R$ 7 milhões. O atual contrato está se encerrando.

Perfil. Interlocutores de Bolsonaro dizem que ele ainda não definiu se o seu indicado para a Secretaria de Comunicação voltará a ter status de ministro, como ocorria nos governos petistas. Uma das funções é distribuir verba publicitária.

Quem é? Empresário e advogado, Wajngarten, 43, conhece Bolsonaro desde 2014. Ele atua no mercado de marketing, mídia e pesquisa. Procurado, disse que não foi convidado para ocupar cargo no governo, mas que está à disposição.

Uma nota só. Fernando Haddad (PT) disparou 21 tuítes em 2 dias para acusar Bolsonaro pelo suposto apoio de empresários para enviar mensagens em massa via WhatsApp.

Água na fervura. Os três comandantes das Forças Armadas se reuniram na sexta-feira com o ministro da Defesa, general Silva e Luna, e o ministro do GSI, Sergio Etchegoyen. Avaliaram que o próximo presidente terá trabalho para pacificar o País.

Ausente. Jair Bolsonaro levou quatro faltas nas sessões da semana passada na Câmara. A Terceira-Secretaria da Casa ainda não recebeu atestado médico ou licença para justificar as ausências do candidato, que é deputado federal, o que pode evitar corte no salário.

Foi mal. A pessoa que ameaçou a presidente do TSE, Rosa Weber, já foi interrogada pela PF no inquérito que apura o episódio. Pediu desculpas e se disse arrependida. Já foram abertos três inquéritos.

Troca. O comitê executivo da Interpol se reúne nesta 2ª-feira em Lyon, na França, para buscar um substituto ao atual presidente da entidade, preso na China acusado de corrupção. O diretor-geral da PF, Rogério Galloro, participa do encontro. O novo dirigente irá assumir os 2 anos de mandato que faltam.

CLICK. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) explicou pelas redes sociais que a eleição presidencial não vai ser anulada caso haja mais de 50% de votos em branco ou nulos.

Reprodução/Twitter TSE

Trabalho conjunto. O presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, estuda uma parceria com a Defensoria Pública para que encampe pedidos de presos por liberdade. A Corte recebe cerca de cem cartas de presidiários por semana, muitas de casos que não são de competência do STF.

SINAIS PARTICULARES. Ministro Dias Toffoli, presidente do STF; por Kleber Sales.

Escolha. A embaixadora Gisela Padovan foi designada pelo chanceler Aloysio Nunes para a direção-geral do Instituto Rio Branco.

A SEMANA

Quarta-feira (24): Congresso faz nova sessão para analisar sete vetos

A pauta do Congresso está trancada pelos vetos. Um deles permite o retorno do Simples Nacional (Supersimples).

Sexta-feira (26): Último dia para divulgação da propaganda no rádio e na TV

A partir dessa data, acaba a campanha eleitoral no rádio e na televisão para o 2.º turno das eleições, que será domingo.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA.

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