Empresariado discute cenários para 2022

Empresariado discute cenários para 2022

Coluna do Estadão

07 de maio de 2020 | 05h00

Governador João Doria. FOTO: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

A confluência das crises precipitou no empresariado discussões sobre as alternativas à sucessão de Jair Bolsonaro, via voto. O setor guardava reserva até bem pouco tempo atrás nesse tema, com medo de atrapalhar o ambiente econômico. Mas o vento virou. Agora, em linhas gerais, a percepção é: João Doria (SP) desponta como opção preferencial para o Planalto; Sérgio Moro é ótimo nome para o Supremo; Flávio Dino encarna o vice nordestino perfeito; Eduardo Leite (RS) também está cotado como ativo presidencial, mas ainda falta a ele “apetite”.

Vamos conversar. O presidente Jair Bolsonaro tem importante reunião marcada para hoje de manhã com um grupo de empresários da Coalizão Indústria para discutir, entre outros temas, saídas definitivas para o isolamento provocado pela pandemia da covid-19.

Quórum. Os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia) também devem participar do encontro, que será presencial. Entre os empresários, estarão presentes Marco Polo de Mello Lopes (Aço Brasil), Haroldo Ferreira (Abicalçados), José Ricardo Roriz Coelho (Abiplast), Paulo Penna (SNIC) e José Carlos Martins (CBIC).

CLICK. Sérgio Camargo encontrou um lugar reservado especialmente para ele, ao lado de Jair Bolsonaro, na reunião com a secretária da Cultura, Regina Duarte.

ISAC NÓBREGA/PR

Ação. Celso de Mello, na avaliação do Planalto, fez um movimento errado ao citar a possibilidade de coercitiva para os ministros militares arrolados no inquérito aberto a partir das acusações de Sérgio Moro. A reação do Planalto, mesmo em privado, foi considerada exagerada por um colega de Mello consultado pela Coluna. O decano atuou segundo o previsto em lei.

Fica no Rio. Marcelo Freixo (PSOL-RJ) foi elogioso à indicação do novo superintendente da PF no Rio, Tácio Muzzi: “Bom quadro”. Mas reiterou à Coluna sua posição contrária à federalização do inquérito que apura os assassinatos de sua amiga Marielle Franco e de Anderson Gomes.

A ver. Em conversa reservada, Rolando Souza disse que pretende resguardar a PF para manter sua credibilidade. Em especial, um dos nomes anunciados para compor seu time ajudou a arejar a categoria: a permanência do delegado Igor Romário na Diretoria de Combate ao Crime Organizado.

Disputa… A pressão feita por Jair Bolsonaro no Twitter pela aprovação da MP da regularização fundiária mobilizou ambientalistas. Entidades da sociedade civil lançaram campanha contra o texto: alegam benefício a grileiros e incentivo ao desmatamento ilegal.

…verde. A Frente Parlamentar Ambientalista apresentou ofício na Câmara para pedir a retirada da MP da pauta do plenário. O grupo admite, no entanto, que o tema é de grande relevância e propõe uma agenda de debates com a Frente Parlamentar Agropecuária.

SINAIS PARTICULARES. 

Marco Aurélio Mello, ministro do STF

Kleber Sales

Fica como está. Na PGR e mesmo no Supremo, a sugestão de Marco Aurélio Mello para que decisões sobre atos de competência de outros Poderes (nomeações do Executivo, por exemplo) sejam tomadas apenas pelo plenário da Corte foi vista como improvável de ser acatada.

Toco e me vou. O próprio ministro Marco Aurélio Mello, por sua vez, já decidiu liminarmente dar seguimento ao impeachment de Michel Temer e pediu o afastamento de Renan Calheiros (MDB-AL) da presidência do Senado.

PRONTO, FALEI!

Chico D’Angelo, deputado (PDT-RJ): “Há uma omissão criminosa do ministro da Saúde, Nelson Teich, que é do Rio de Janeiro, na crise dos hospitais federais, na capital fluminense.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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