Embates ‘preocupam’ o ministro da Defesa

Embates ‘preocupam’ o ministro da Defesa

Coluna do Estadão

23 de maio de 2020 | 05h00

 

Foto: Marcos Corrêa/PR

Interlocutores do ministro da Defesa, Fernando Azevêdo e Silva, dizem que ele está muito “preocupado” e “pensativo” com o momento. Nos bastidores, a crítica dele seria direcionada especialmente ao Judiciário. Foi nesse contexto que o comandante das Forças Armadas teria concordado com a nota do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, de que há uma “evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes” e que a apreensão do celular do presidente, Jair Bolsonaro, pode ter “consequências imprevisíveis”.

Como é? Apesar de a fala de Heleno ter sido interpretada no mundo político como ameaça, interlocutores do ministro da Defesa rechaçam qualquer possibilidade de ruptura institucional.

Pera lá. Militares de alta patente de fora do governo até concordam com Heleno, mas criticaram a divulgação da nota. Oficiais das unidades de pronta resposta, que ficam nas bases militares e quartéis, sumiram. O silêncio é significativo: costumam sempre apoiar o general em tudo.

Tá ok. O ministro do STF Celso de Mello enviou à Procuradoria-Geral da República o pedido de apreensão dos celulares do presidente e de seu filho, Carlos. O procedimento é praxe.

Sétima arte. Brasília passou a semana na expectativa de qual seria a edição do vídeo da reunião ministerial por Celso de Mello. No fim do dia, brincava-se que foi um diretor adepto do estilo de planos-sequência.

SINAIS PARTICULARES.
Celso de Mello, ministro do STF

Ilustração: Kleber Sales

Ufa. A reprodução do vídeo da reunião de 22 de abril gerou um certo alívio para parlamentares do Centrão, novos “aliados” do governo. A leitura é de que não houve “bala de prata” e que repercutiu muito bem entre bolsonaristas.

Ufa 2. O grupo avalia que a oposição não conseguirá intensificar a pressão pelo impeachment. Este cenário exime o Centrão de ter de se articular para barrar a iniciativa agora. Querem guardar forças para quando, e se, for preciso.

Não, não. Parlamentares da oposição, por outro lado, acreditam que a pressão da sociedade vai aumentar e que a força dos aliados do presidente “tem limite”.

CLICK. O líder do DEM, Efraim Filho (PB), voltando para o Estado se deparou com o aeroporto de Brasília completamente vazio – uma raridade antes do coronavírus.

Coluna do Estadão

Ação. A JBS negocia o destino dos R$ 400 milhões doados pela empresa para o combate à covid-19 no Brasil. No DF, será reformada e mobiliada uma ala desativada de um hospital a ser definido pelo governo.

Ação 2. Em outros locais, a JBS construirá hospitais modulares com base em “alinhamento entre o comitê gestor do projeto e o poder público para que a ajuda seja a mais efetiva possível”, diz Joanita Karoleski, coordenadora das doações.

Futuro. O objetivo é atender desde demandas emergenciais até ações que sejam vistas como um legado. As doações serão destinadas a 17 unidades da Federação e 162 cidades.

No verão… O ex-ministro Sérgio Moro deixou a magistratura e o governo Bolsonaro, mas criminalistas continuam na sua cola.

… passado. O grupo Prerrogativas, que reúne cerca de 400 juristas e entidades representativas do Direito, realiza hoje a live: “A suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na Lava Jato em debate”.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Rodrigo Agostinho, deputado federal (PSB-SP) e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara: “Ricardo Salles faz o Brasil passar vergonha. Não vamos ceder um milímetro no Congresso. Seguiremos na defesa da nossa biodiversidade.”

COM REPORTAGEM DE MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA (O EDITOR ALBERTO BOMBIG ESTÁ EM FÉRIAS)

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