Embaixador brasileiro volta à Bolívia na segunda-feira

Embaixador brasileiro volta à Bolívia na segunda-feira

Coluna do Estadão

08 de outubro de 2016 | 05h00

Bolivian reelected President, Evo Morales, is sworn in for a third mandate, at the National Congress in La Paz, on January 22, 2015. Morales, Bolivia's first indigenous president, took the oath of office with his left fist raised

Presidente da Bolívia, Evo Morales. AFP JAVIER MAMANI

O Itamaraty vai enviar de volta à Bolívia o embaixador Raymundo Magno. Ele embarca na segunda-feira. O embaixador boliviano, José Kinn, reassumiu ontem suas funções em Brasília. Os dois haviam sido convocados por seus países, após Evo Morales classificar o impeachment de Dilma Rousseff como golpe. O armistício foi possível depois de Evo mudar o discurso. Ele agora diz que a deposição de Dilma foi um “golpe congressista”, reduzindo as críticas sobre a postura de Michel Temer. E diz reconhecer que o processo foi legal, embora “sem legitimidade”.

Mesmo sendo aliado político de Lula e Dilma, Evo não tem interesse no distanciamento com o Brasil. A Bolívia tem parceria estratégica com o País, especialmente por causa do fornecimento de gás para os brasileiros.

Mudanças. O secretário de comunicação do Itamaraty, Fred Duque Estrada, será substituído na função pelo embaixador Claudio Garon. A mudança partiu de um pedido do próprio Estrada, que será transferido para uma embaixada.